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Nas últimas três décadas está ocorrendo uma enorme mudança na pesquisa social no que se refere à teoria e à prática. Trata-se de uma mudança que toca, tanto na dimensão epistemológica quanto na metodológica, atuando, também, de forma direta nas técnicas de pesquisa. Segundo Alberto Melucci (2005), sobre esse processo pode-se afirmar que:
Os indivíduos são abastecidos de recursos para conceberem-se e para agirem como sujeitos passivos de ação.
A oposição qualidade/quantidade se entrelaça e, em parte, mascara uma discussão mais recente, aquela que opõe a perspectiva pós-estruturalista ao realismo ingênuo.
Uma dimensão crucial da sociedade pós-moderna é a importância da vida cotidiana como espaço no qual os sujeitos constroem o sentido do seu agir e no qual experimentam as oportunidades e os limites para a ação.
O consumo é um dos comportamentos através dos quais se afirma a coletividade e os coletivos-consumidores exigem produtos que, por meio da capacidade de incorporar fatores materiais, distinguem-se pelas suas diferenças.
Como resultado dos processos que delineamos, está em curso uma redefinição de todo o campo de pesquisa social, cujo estatuto é colocado em jogo de modo profundo: novos parâmetros aplicam-se às teorias e às práticas de pesquisa, mas estão contemporaneamente em discussão os critérios de legitimação da pesquisa mesma.