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Historicamente, a compreensão e uso de atividades humanas na condução dos processos terapêuticos ocupacionais modificaram-se. No que tange ao uso de atividades no campo da Terapia Ocupacional, pode-se afirmar:
Referências sobre o uso terapêutico das ocupações datam de década de 1950/1960, período em que foi criada a profissão no Brasil. Inicialmente, eram utilizadas nas instituições asilares para doentes mentais sob orientação de médicos.
No período pós-guerra, buscava-se o reconhecimento científico da Terapia Ocupacional. Portanto, conhecer a atividade previamente à sua indicação era fundamental, de modo a adaptá-la e graduá-la, tendo em vista o diagnóstico ou disfunção do paciente.
O Mito da Atividade Terapêutica, movimento liderado por Osório César, Nise da Silveira e Luís Cerqueira, visou reforçar a ligação entre atividade e terapeuticidade, resgatando o uso da atividade como central na prática dos Terapeutas Ocupacionais.
Na década de 1980, o movimento social das pessoas com deficiência, somado à perspectiva da desinstitucionalização psiquiátrica e às novas concepções de Reabilitação, favoreceram o declínio do uso das atividades para fins terapêuticos.
Na Terapia Ocupacional contemporânea, as atividades, enquanto finalidade do processo terapêutico, têm o potencial de transformar rotinas e ordens estabelecidas, ampliando autonomia, independência, comunicação, interação e inclusão social.