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Roberta, mulher branca, de 29 anos, de classe média, é...

Roberta, mulher branca, de 29 anos, de classe média, é levada com perda da consciência para o serviço de urgência-emergência de um hospital público de uma região pobre da cidade.

Após a avaliação e os procedimentos médicos, com indicativo de traumatismo crânio-encefálico, a paciente, já na enfermaria, é indicada para avaliação do serviço de Terapia Ocupacional hospitalar. No prontuário há registros de dependência da paciente para as atividades de higiene pessoal.

Em avaliação inicial, o terapeuta ocupacional identifica hematomas na região da cabeça, no tórax e no membro superior direito da paciente. Durante a entrevista com o terapeuta, Roberta relata ser casada há mais de 5 anos com um conhecido médico da zona rica da cidade, e ter com ele uma relação turbulenta, marcada por brigas e agressões físicas, por ele ser muito ciumento. Relata que sua dificuldade de movimentar o braço é antiga, devidas às frequentes agressões do marido, sempre na mesma região.

Em avaliação física são descartadas disfunções neuro-músculo-ligamentares, caracterizando a dor provocada pela contusão. Em dado momento, Roberta desabafa em prantos, dizendo não suportar mais viver situações como a atual. Reclama que o marido sempre a leva a hospitais diferentes, longes de onde mora, para que a imagem de seu marido seja preservada. Sinaliza seu receio de morrer, pois relata que as brigas têm sido cada vez mais violentas. Após o desabafo, a paciente pede ajuda ao terapeuta ocupacional em relação à situação.


Diante do quadro apresentado, seguindo as recomendações do Código de Ética e Deontologia da Terapia Ocupacional, o terapeuta ocupacional deve


A

orientar a paciente a romper o casamento o mais breve possível, ratificando que realmente a paciente pode vir a óbito numa dessas brigas com o marido.


B

registrar no prontuário a inelegibilidade do caso para a terapia ocupacional hospitalar, e indicar a reavaliação médica devido suas dores.


C

encaminhar a paciente ao serviço de psicologia hospitalar, para que o psicólogo a acolha e notifique a ocorrência do caso às autoridades competentes.


D

indicar fisioterapia pós-alta para as dores e registrar no prontuário a inelegibilidade do caso para a terapia ocupacional.


E

acolher o sofrimento, buscar rede de suporte à paciente, preencher e encaminhar formulários oficiais de notificação da ocorrência às autoridades competentes.