Fortuna & Mishima apud Fortuna (1999) identificam três...
Imagem de fundo

Fortuna & Mishima apud Fortuna (1999) identificam três...

Fortuna & Mishima apud Fortuna (1999) identificam três concepções distintas sobre trabalho em equipe, cada uma delas destacando os resultados, as relações e a interdisciplinaridade. Nos estudos que ressaltam os resultados, a equipe é concebida como recurso para aumento da produtividade e da racionalização dos serviços. Os estudos que destacam as relações tomam como referência conceitos da psicologia, analisando as equipes principalmente com base nas relações interpessoais e nos processos psíquicos. Na vertente da interdisciplinaridade, estão os trabalhos que trazem para discussão a articulação dos saberes e a divisão do trabalho, ou seja, a especialização do trabalho em saúde.

Fonte: PEDUZZI, Marina. Equipe multiprofissional de saúde: conceito e tipologia. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v.35, n.1, p.103-109, Feb. 2001. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102001000100016&lng=en&nrm=iso>. Acesso em:

Com base no exposto, assinale a alternativa correta.


A

O trabalho consiste na ação racional teleológica, abarcando a ação instrumental e a ação estratégica: a primeira, orientada por máximas e valores que buscam exercer influência quanto à definição da situação ou a respeito da decisão do outro, e a segunda, orientada por regras técnicas.


B

A interação refere-se ao agir comunicativo simbolicamente mediado e orientado por normas de vigência obrigatória, que definem as expectativas recíprocas de comportamento e que têm de ser entendidas e reconhecidas por, pelo menos, dois sujeitos.


C

Como sujeitos individuais do processo de trabalho, os profissionais não exercem autonomia técnica.


D

É possível afirmar que existem duas modalidades de trabalho em equipe: equipe agrupamento, em que ocorre a articulação das ações e a interação dos agentes; e equipe integração, em que ocorre a justaposição das ações e a interação dos agentes.


E

Os profissionais das diferentes áreas, médicos e não médicos, tendem a reiterar as relações simétricas de subordinação, mesmo quando tecem discurso crítico acerca da divisão e da recomposição dos trabalhos.