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Durante muito tempo se considerou que o consumo de alimentos pelos animais ruminantes, cuja maioria é composta por volumoso, era limitado pelo enchimento do rúmen, no entanto, essa limitação física não é capaz de explicar todas as variações registradas em consumo, pois o mesmo é influenciado por diversos fatores (físicos; químicos e metabólicos; neuro-hormonais e ingestão de água), sendo correto afirmar que:
As limitações físicas estão relacionadas com a degradação do alimento e com o fluxo da digesta pelo rúmen e outras partes do aparelho gastrointestinal, portanto, em ruminantes, a hipótese é de que a quantidade de forragem ingerida em uma refeição poderia ser limitada pela capacidade do rúmen, sendo essa distensão, causada por volume e peso da digesta, detectada por receptores de tensão localizados na parede ruminal. Portanto, quando a ingestão de matéria seca (IMS) é limitada pela distensão do rúmen-retículo (RR), a limitação é o resultado da taxa de remoção de digesta do RR por digestão, absorção e passagem.
Considerando os fatores químicos e metabólicos, em ruminantes, o fornecimento de alimento concentrado rico em grãos (alimento com maior densidade calórica do que a média) pode aumentar a ingestão, devido à alta concentração duodenal de lactato e ácido láctico. Esse aumento da ingestão pode ser um resultado de diminuição na motilidade do estômago ou um efeito de feedback ao sistema nervoso central (SNC) dos receptores duodenais.
Nos fatores químicos e metabólicos que influenciam o consumo de alimentos, observa-se que em ruminantes, o butirato parece exercer uma função importante no controle do tamanho das refeições, pois infusões intra-ruminais desse metabólito deprime a ingestão de alimentos em bovinos, ovinos e caprinos de acordo com o National Research Council.
A água é necessária para a digestão, absorção e a eliminação da fração não digerida e produtos residuais, inclusive o calor. A ingestão de alimentos é normalmente reduzida quando há escassez de água, sendo o consumo de água influenciado por variáveis ambientais como a composição do alimento e temperatura ambiente, porém não é influenciado por demandas produtivas, como a lactação.
Considerando os fatores físicos, em ruminantes, o tempo de retenção do alimento no aparelho digestivo é influenciado pelo nível de consumo e características físicas da dieta. O tempo de ruminação não exerce influência no tempo de retenção porque o consumo máximo de matéria seca digestível é mais afetado pela proporção de fibra indigestível e taxa de passagem do que pela taxa de digestão da fibra.