A pitiose é causada por um fungo que se desenvolve em locais alagadiços, especialmente nas regiões de clima tropical e subtropical. O Pantanal brasileiro é a região de maior ocorrência de pitiose equina no mundo, mas a doença ocorre em todo o país e causa prejuízos significativos na agropecuária.
O agente etiológico Pythium insidiosum resiste às drogas antifúngicas existentes e causa a morte ou invalidez na grande maioria dos casos.
A maior prevalência da doença coincide com períodos de chuvas intensas e temperaturas altas, evidenciando a relação do agente etiológico com os meses da primavera e verão.
As lesões são pruriginosas levando o animal a automutilação na tentativa de aliviar a dor, habito este que pode inocular o agente em outras partes do corpo.
Diferentes terapias têm sido utilizadas, incluindo o uso de drogas antifúngicas, remoção cirúrgica, quando a lesão é pequena, iodeto de potássio a 10% via intravenosa e sulfato de cobre tópico, mas, frequentemente, os animais vão a óbito.
Ocorre em equinos de todas as idades e não ocorre no homem.