O sistema digestório dos cães e gatos é complexo, composto de órgãos de diferentes estruturas anatômicas e funcionais que atuam coordenadamente na execução do processo de digestão e absorção dos nutrientes e água, necessários para a manutenção da homeostase corporal. A função digestória adequada depende da atuação correta e coordenada da cavidade oral, esôfago, estômago, intestino delgado e grosso, assim como das glândulas salivares, pâncreas exócrino e fígado, além de complexa interação com outros sistemas corporais, como o músculo esquelético e o neuroendócrino. Em relação à semiologia médica do trato digestório dos animais de companhia, assinale a opção correta.
Regurgitação é a eliminação retrógrada e ativa (com esforços abdominais) do conteúdo esofágico. Ocorre geralmente antes que o alimento adentre o estômago e não está associada aos sinais prodrômicos do vômito.
Cães de raças grandes ou gigantes estão menos sujeitos à dilatação gástrica ou vólvulo, algo frequentemente descrito em cães pequenos ou gatos. Da mesma maneira, a síndrome do vômito bilioso é mais frequente nos cães braquicefálicos de raças pequenas.
Tenesmo e disquezia costumam estar associados e são causados principalmente por lesão obstrutiva ou inflamatória do estômago e duodeno proximal, sendo causas comuns: esofagites, constipação intestinal, hérnias perianais e doença prostática.
Nos distúrbios do sistema digestório, a idade é fator determinante para a identificação de certas doenças. Nas afecções congênitas, como nas anomalias vasculares anelares, por exemplo, os primeiros sinais clínicos, como regurgitações, aparecem quando o cão ou gato passa da alimentação líquida (leite materno) para sólida (ração).