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Assinale a alternativa correta quanto à interpretação das alterações morfológicas das hemácias.
Embora alterações ocasionais quanto à forma ou ao tamanho das hemácias possam ser vistas, na prática, em todos os esfregaços, algumas alterações que ocorrem em altas proporções (em mais de 5% das hemácias) ou que são relevantes no seu aspecto devem ser avaliadas cuidadosamente por sua importância potencial no diagnóstico.
A fragmentação das hemácias resulta mais frequentemente de dois mecanismos: uma turbulência sanguínea excessiva de um fluxo alterado (1) ou de um depósito extensivo de fibrina dentro do lúmen microvascular (2). O primeiro mecanismo é responsável pela fragmentação por hemólise, que é vista com frequência em animais com coagulação intravascular disseminada ou inflamação extensiva de tecidos altamente vascularizados.
A lesão oxidativa das hemácias pode levar à desnaturação da proteína hemoglobina, que, quando evidente, pode aparecer nos esfregaços sanguíneos como corpúsculos de Howell-Jolly ou esquistócitos.
A aglutinação de hemácias representa uma forma particularmente severa da anemia hemolítica por agente oxidativo. Sugere-se um teste com solução salina para todas as amostras suspeitas para auxiliar na distinção entre aglutinação oxidativa e agregação inespecífica de hemácias.
Uma microcitose ou macrocitose uniforme não é facilmente reconhecida em esfregaços sanguíneos periféricos, mas pode ser indicada pelo valor da concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM) gerado pela análise hematológica automatizada da amostra.