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No âmbito da patologia forense veterinária, a distinção precisa entre lesões vitais, alterações post-mortem e artefatos de técnica é o maior desafio do perito ao estabelecer o nexo causal. No processo de reconstituição da causa mortis e do Intervalo Post-Mortem (IPM), a análise das alterações fisiopatológicas e teciduais deve ser criteriosa.
Assinale a alternativa correta sobre os protocolos e fenômenos cadavéricos na perícia necroscópica.
O fenômeno da embebição por hemoglobina, comum em carcaças em estágio avançado de autólise, deve ser diagnosticado como evidência primária de processo inflamatório agudo generalizado (septicemia) no relatório pericial.
A validade do exame macroscópico na perícia forense é absoluta, sendo a histopatologia facultativa, uma vez que as alterações degenerativas post-mortem não interferem na interpretação microscópica após 24 horas do óbito.
O rigor mortis, uma alteração físico-química muscular, ocorre de forma uniforme e simultânea em todos os grupos musculares, não sofrendo influência de fatores externos, como temperatura ambiente ou estado nutricional do animal antes do óbito.
A identificação de hemorragias com infiltração leucocitária marginal é um marcador fidedigno de reação vital, permitindo distinguir uma lesão produzida ante-mortem de um hematoma post-mortem decorrente de hipóstase visceral.
Em casos de suspeita de intoxicação exógena, a ausência de lesões macroscópicas específicas no trato gastrointestinal descarta a necessidade de coleta de conteúdo estomacal e vísceras para análise toxicológica complementar.