A Prosopis juliflora (algarobeira), no Nordeste do Brasil...
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A Prosopis juliflora (algarobeira), no Nordeste do Brasil...

A Prosopis juliflora (algarobeira), no Nordeste do Brasil, apresenta potencial múltiplo e resistência à seca. Por décadas, por um lado, tem servido ao produtor rural como forrageira com suas vagens e folhas, bem como com sua excelente madeira. Por outro lado, o manejo dessa espécie forrageira e sua propagação gera discussões envolvendo produtores, ambientalistas e técnicos.


Sobre as características, comportamento e impactos do uso dessa forrageira no semiárido brasileiro, é correto afirmar que


A

o uso das vagens na alimentação animal é restrito aos monogástricos (suínos e aves), não sendo indicado o fornecimento para ruminantes, devido à presença de fatores antinutricionais em baixas concentrações na dieta.


B

com a presença massiva de ruminantes e equídeos, consumidores típicos da vagem da algarobeira, o controle da dispersão da planta é facilitado, pois suas sementes perdem o poder de germinação ao passarem pelo trato digestório desses animais.


C

sendo nativa do bioma caatinga, a algarobeira não causa desequilíbrio ambiental, sendo uma das principais espécies indicadas ao reflorestamento de matas ciliares, fornecendo vagens de elevado valor nutricional a ovinos, bovinos, caprinos e equídeos.


D

as vagens apresentam bom valor nutricional; são palatáveis, disseminam-se facilmente na caatinga. As plantas fornecem um grande aporte de vagens no período de escassez alimentar, o que pode propiciar intoxicação em ruminantes em médio e em longo prazos.


E

a algarobeira, embora seja uma leguminosa, não realiza fixação biológica de nitrogênio, exigindo adubação química intensiva, tornando-a desvantajosa, por não manter a produtividade de vagens e folhas para o arraçoamento animal em condições naturais.