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Um cão, Pastor Alemão, macho castrado, 5 anos de idade, pesando 30 kg, encontra-se na U...

Um cão, Pastor Alemão, macho castrado, 5 anos de idade, pesando 30 kg, encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) 24 horas após uma cirurgia de esplenectomia por torção. O paciente apresenta-se letárgico, com mucosas pálidas e pegajosas, tempo de preenchimento capilar (TPC) de 3,5 segundos, frequência cardíaca de 140 bpm, pressão arterial média (PAM) de 55 mmHg, temperatura retal de 37,0°C e oligúria (produção de urina de 0,5 mL/kg/h). A gasometria arterial revela acidose metabólica. Suspeita-se de choque séptico. Considerando o quadro clínico e os princípios de suporte hemodinâmico em medicina veterinária intensiva, qual a conduta terapêutica IMEDIATA mais apropriada a ser instituída pelo médico veterinário?


A

Iniciar fluidoterapia agressiva com cristaloide isotônico (20−30 mL/kg em 15−20 minutos) e considerar o uso de vasopressores como norepinefrina se a hipotensão persistir após a reposição volêmica adequada.


B

Realizar uma transfusão sanguínea completa de emergência, independentemente dos valores de hematócrito, pois a palidez de mucosas e a letargia são indicações absolutas de anemia grave que requer correção imediata para melhorar a oxigenação tecidual e a perfusão orgânica.


C

Priorizar a administração de diuréticos de alça, como a furosemida, para aumentar a produção de urina e corrigir a oligúria, uma vez que a acidose metabólica indica sobrecarga hídrica e uma provável falha renal aguda que necessita de intervenção diurética imediata.


D

Iniciar terapia com corticosteroides em altas doses para combater a inflamação sistêmica e estabilizar a membrana celular, antes de qualquer intervenção com fluidos, devido à sua comprovada eficácia no tratamento inicial do choque séptico em cães e na prevenção de danos orgânicos.


E

Administrar imediatamente um bolus de coloide sintético (20 mL/kg) para rápida expansão volêmica, pois coloides são sempre superiores a cristaloides em casos de choque séptico, e iniciar antibióticos de amplo espectro somente após a estabilização hemodinâmica completa do paciente.