Texto I(Grupo Editores blog. Charge Desmatamento cresce 15%...
Texto I

(Grupo Editores blog. Charge Desmatamento cresce 15% em 12 meses na Amazônia. Blogdaftm. 31 de ago. de 2019. Disponível em: https://blogdoaftm.com .br/chargedesmatamento-cresce-15-em-12-meses-na-amazonia/. Acesso em 30 de mai. de 2023).
Texto II
Incêndios na Amazônia levam a 15 milhões de casos de doenças respiratórias
No romance do autor português Valter Hugo Mãe lançado em 2022, "As Doenças do Brasil", o fogo é visto pelos indígenas da aldeia fictícia amazônica Abaeté como espíritos do mal da floresta, já que lambe toda a vida e provoca a morte.
Fora da ficção, os incêndios na Amazônia trazem também problemas graves de saúde às populações de territórios indígenas e de outras cidades que podem persistir por anos.
Um estudo conseguiu mensurar pela primeira vez os danos associados às queimadas em terras indígenas da Amazônia Legal e observou um impacto estimado de cerca de 15 milhões de casos de infecções respiratórias e doenças cardiovasculares por ano com um custo estimado de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,1 bi).
Considerando que as partículas de poluentes dispersas com os incêndios podem se espalhar para até 500 km do local do foco inicial, os danos à saúde são sentidos em diversos outros estados e países do continente sul-americano.
Por outro lado, manter a floresta de pé auxilia na absorção desses poluentes e ajuda a prevenir casos de problemas respiratórios e gastos aos serviços de saúde. [...]
(BOTRALLO, Ana.Incêndios na Amazônia levam a 15 milhões de casos de doenças respiratórias. Folhapress.6 de abr. de 2023. Disponível em: https://cidadeverde.com/noticias/390051/incendios-na-amazonia-levam-a-1 5-milhoes-de-casos-de-doencas-respiratorias. Acesso em 25 de jun. de 2028).
Texto III
FLORESTAR A MENTE
Soluções baseadas na natureza apontam caminhos para a promoção da biodiversidade nos centros urbanos.
Por Maria Júlia Lledó
[...]
JARDINEIRO FIEL
Sem ajuda do poder público ou de iniciativas da sociedade civil, o administrador de empresas aposentado Hélio da Silva empreendeu um voo solo há 20 anos. Uma cruzada pela ampliação e preservação da Mata Atlântica às margens do Córrego Tiquatira, no bairro da Penha, zona leste da cidade, que resultou na criação do Parque Linear de Tiquatira, primeiro desta modalidade na capital. Seu Hélio, como é conhecido, brinca que, assim como o personagem-título do filme Forrest Gump (EUA, 1994), sua história parece, a princípio, obra de ficção.
É que desde 2003, ele vem plantando, regando e cuidando, ininterruptamente, de milhares de espécies nativas no entorno das avenidas Governador Carvalho Pinto, Doutor Assis Ribeiro e Cangaíba, ao longo do córrego. No começo, das 200 mudas que cultivou, todas foram arrancadas. Depois, fez o plantio de outras 400 mudas, que também foram extirpadas. Mas ele não desistiu. [...] “Se eu for à Avenida Paulista e perguntar para qualquer pessoa onde ela gostaria de tirar férias, ela vai me dizer que na praia ou na montanha. Ou seja, as pessoas gostam da natureza, e a natureza é o nosso melhor remédio, ela cura. Por isso, meu objetivo é arborizar. Olha como a árvore é generosa, nos dá sombra, regula o clima, atrai pássaros, dá flores, frutos, e tudo de graça. O homem, um dia, tenho certeza absoluta, vai entender a linguagem das árvores”, compartilha o plantador de árvores, como gosta de ser chamado.
AMPLIAR HORIZONTES
Mudar a forma como olhamos para o ambiente onde estamos integrados enos responsabilizarmos pelo nosso entorno será a mais importante virada de chave da humanidade no século 21. “A gente já faz parte de uma geração que se acostumou, por exemplo, a olhar para o Rio Tietê e ver aquele canal feio de concreto, que exala um cheiro horrível. Não tem nada de normal nisso. Então, uma educação ecológica é fundamental no sentido de entender o oikos [palavra grega cuja pronúncia é ecos], a ecologia como estudo da casa, e o estudo da nossa casa maior que é o planeta”, acredita o engenheiro e permacultor Guilherme Castagna.
O ambientalista NikSabey endossa a importância de reavaliarmos nossa relação com a biodiversidade nos espaços urbanos. “A árvore condensa muitas soluções: ela reduz a temperatura, garante áreas permeáveis, reduz o impacto das chuvas — ou seja, a chuva passa primeiro pelo filtro das árvores, de suas copas — além de umidificar o ar e dar abrigo para a fauna -. Eu acho que a aproximação de todo esse universo das árvores, das soluções e da inteligência da natureza mostra para as pessoas que ainda não entenderam porque a gente deve preservar e plantar” .[...]
(LLEDÓ, Maria Júlia. Florestar a mente. In: Revista E SESCSP, junho de 2023, nº 12, ano 19, p. 24-31).
A partir dos textos motivadores I, II e III, elabore um texto dissertativo-argumentativo em prosa, apresentando seu ponto de vista sobre a questão do desmatamento no Brasil, os impactos causados à vida e o papel da educação ambiental no contexto escolar. O texto deve ter 30 linhas no máximo e 20, no mínimo.
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