ALTERNATIVA ATexto 1 Segundo Ahrndt (2005), a infidelidade...
ALTERNATIVA A
Texto 1
Segundo Ahrndt (2005), a infidelidade consiste em um ato emocional sem consentimento entre as partes, em que há vinculação e intimidade entre dois indivíduos, que não os parceiros da relação primária. Pittman (1994) refere que a traição equivale ao descumprimento de um acordo entre os parceiros, este que sustenta a relação e o amor.
Em definição proposta por Moller e Vossler (2015) a infidelidade é um comportamento sexual ou emocional entre um indivíduo que está em um relacionamento monogâmico (namoro, noivado, união estável, casamento), e uma terceira pessoa que não o parceiro primário, sem o consentimento deste último, caracterizando a quebra de um contrato prévio estabelecido entre o casal.
Portanto, a ideia de que a infidelidade ou traição caracterizam o descumprimento de um contrato conjugal que foi acordado entre os parceiros inicialmente é consensual entre os autores (Ahrndt, 2005; Moller & Vossler, 2015; Pittman, 1994). (Infidelidade na perspectiva de homens e mulheres - Crístofer Batista da Costa, ; Karla Rafaela Haack; Eduarda Lima de Oliveira; Denise Falcke - Pensando fam. vol.23 no.1 Porto Alegre jan./jun. 2019)
Texto 2
Embora o termo infidelidade seja usualmente associado ao âmbito da sexualidade, abarca tanto o envolvimento sexual quanto o emocional com uma outra pessoa que não seja o cônjuge, sem o conhecimento e a anuência deste.
A infidelidade abriga uma enorme variedade de situações. Pode envolver, ou não, a concretização sexual, que, por sua vez, pode se tratar de um beijo, até o ato completo; variar de um episódio a vários; de um único encontro até a manutenção de casos que chegam a durar anos. Pode se tratar de envolvimento romântico com amigos ou colegas de trabalho. Pode ocorrer apaixonamento ou não, podendo levar à separação, ou não. Entretanto, a dor, a instabilidade e o sofrimento que resultam desse evento na vida do casal é consenso. (Disponível em: domusterapia.com.br/artigos/infidelidade-no-relacionamentoamoroso/).
Texto 3
Relações extraconjugais ocorrem com uma frequência impressionante, apesar de estarem muitas delas imersas na nebulosidade dos segredos familiares e quase sempre serem cercadas por apreciações negativas - morais ou religiosas. Por sua natureza clandestina, costumam acarretar angústias e conflitos para quem as vivencia e causar dor e sofrimento quando reveladas. Mas também podem ser fonte de muitas satisfações para os indivíduos envolvidos, quando estão presentes sentimentos genuínos de paixão e de amor. (Disponível em: www.sinopsyseditora.com.br/livros/as-multiplas-faces-da-infidelidade-conjugalarte-em-livros-201).
Texto 4
Conforme explica a psicóloga e mestre em psicologia e saúde Ana Streit, além da traição sexual, existem outros tipos, como:
• Comprometimento condicional, o qual é “estar com a pessoa até que alguém melhor apareça”;
• Um caso sem sexo, ou seja, estar envolvido emocionalmente com outra pessoa, e esconder essa relação do parceiro;
• Mentiras e omissões. Entram aqui “pequenas mentiras” e até maiores e mais complexas, como manipulações;
• Desrespeito, como mostrar desprezo pelo parceiro ou pela parceira;
• Romper promessas, ou prometer o que sabe que não vai cumprir, que seria também um tipo de manipulação; e
• Atitudes como egoísmo e injustiças, pois denunciam a não reciprocidade e não parceria na relação. (Disponível em: www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/viveu-uma-traicao-psicologa-explicatipos-consequencias-e-se-homem-ou-mulher-trai-mais/).
PROPOSTA DE REDAÇÃO:
Tomando os textos motivadores como estímulo para sua reflexão e baseando-se em seu conhecimento de mundo e concepções, escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: Impactos da infidelidade no relacionamento amoroso.
ALTERNATIVA B
Texto 1
Está lá no Glossário Eleitoral, serviço disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE): “A democracia pode ser conceituada como governo em que o povo exerce, de fato e de direito, a soberania popular, dignificando uma sociedade livre, onde o fator preponderante é a influência popular no governo de um Estado. Origem etimológica: demos = povo e kratos = poder”.
Sistema adotado no Brasil e em grande parte do mundo, é por meio da democracia que o povo exerce a soberania e elege os seus representantes, através de eleições periódicas. O que permite que, a cada eleição, haja a alternância de poder. É como determina o primeiro artigo da Constituição Federal: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. (Disponível em: www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2023/Janeiro/glossario-eleitoraldestaca-conceito-de-democracia
Texto 2
A democracia participativa não é uma utopia e menos ainda uma aspiração inalcançável. Só depende de nós. Enquanto tivermos ojeriza a partidos, desprezo pelas instituições que nos governam, desinteresse pelos assuntos que nos dizem respeito e aversão à política, corremos o risco de, na guerra de interesses, tornarmo-nos reféns de pressões legítimas ou espúrias que se aproveitam da omissão dos cidadãos, do compromisso de alguns e da alienação de muitos.
Na era da informação, todos nós temos recursos, instrumentos e meios para mantermo-nos informados sobre o desempenho dos nossos representantes em nossas cidades, em nossos Estados e no Congresso Nacional.
Instrumentalizar esses canais de informação, que são iterativos, só nos ajudará a encurtar nosso caminho entre a democracia representativa que temos e a democracia participativa que queremos.
Precisamos ter sempre presente a lição de Georges Burdeau: "Os males da democracia só se curam com mais democracia".
E, por isso, tomo a liberdade de lembrar que não basta criticarmos a política, amaldiçoarmos os partidos.
Temos que nos unirmos em torno dos interesses legítimos que defendemos, sem renunciarmos às ideias nas quais acreditamos, para aprimorarmos a democracia que temos; para aperfeiçoarmos os partidos com que simpatizamos ou com que nos identificamos; e para fazermos da representação política do país a expressão de nossas aspirações por um país mais próspero, um regime mais justo e estável e uma sociedade mais solidária.
E isso exige de cada um de nós o pequeno sacrifício de aperfeiçoarmos a cada dia, com exemplos, nossa cultura política, participando da vida cívica da nação e de suas instituições. (Marco Maciel - Folha de S. Paulo (SP) 21/01/2009).
Texto 3
“Até alguns anos atrás, tínhamos a crença de que a democracia brasileira estava avançando – e, de fato, ela estava – mas que esse processo seria somente para frente. E eu acho hoje que com esse choque que estamos vivendo, não só do ponto de vista do governo, mas ao percebermos que vários setores da sociedade defendem abertamente pautas autoritárias, o desafio que nós temos é construir uma cultura política democrática. Ou seja, uma cultura que valorize sobretudo uma agenda de direitos humanos, o respeito aos direitos básicos sociais, políticos e civis. O principal desafio para a democracia também passa pela formação nas escolas e por debates mais amplos”, comenta Perlatto.
(Disponível em: www2.ufjf.br/noticias/2021/09/15/as-fragilidades-da-democracia-brasileira/).
Texto 4
O escritor uruguaio, Eduardo Galeano, escreve que a utopia está no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela se afasta dois passos. Por mais que eu caminhe jamais alcançarei. Para que então serve a utopia? 23 Serve para isso. Para que eu não deixe de caminhar. O mesmo pode ser dito da Democracia, ela não se restringe à participação a cada dois anos, por ocasião das eleições.
O fim do regime militar no Brasil (1964-1985) propiciou ao povo a possibilidade de escolher seus governantes e legisladores. Mas a tarefa não termina com o voto individual na urna. É o começo de um trabalho em prol do aperfeiçoamento da democracia. Uma etapa que é feita em conjunto com outras pessoas. Donde se conclui que é preciso associar-se, organizar-se para ter força e condições para mudar os rumos da sociedade.
Fica difícil aceitar que os jovens de hoje, pós-ditadura, ainda consideram a atividade política como safada e que todo político é pilantra. É urgente que se entenda a política como virtude do ser humano. Aristóteles classificou o homem como um animal político, por natureza, que deve viver em sociedade e aquele que deixa de participar de uma cidade, é um servil, um bruto ou uma divindade. Havia limitações em seu tempo. Mas, hoje, vivenciamos uma era com muitas possibilidades de atuação. Trata-se de uma conscientização não sobre o nada, mas sobre a realidade política e social, que necessita de um trabalho ao longo dos anos. (Disponível em: www.extraclasse.org.br/opiniao/2014/04/aperfeicoar-a-democracia/).
PROPOSTA DE REDAÇÃO:
Tomando os textos motivadores como estímulo para sua reflexão e baseando-se em seu conhecimento de mundo e concepções, escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: É possível aprimorar a democracia?
Esta é uma questão discursiva. Assine um de nossos planos para desbloqueá-la.
As questões discursivas ajudam você a treinar a construção da resposta, organizar ideias e desenvolver uma argumentação mais próxima do que a banca espera.
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Entenda como a banca formula o problema e o que espera como resposta
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Aprenda a estruturar seu texto com introdução, desenvolvimento e conclusão
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