ColetâneaTexto 1Disponível em:<https://generoesexualidade...
Coletânea
Texto 1

Disponível em:<https://generoesexualidade.ffch.ufba.br/wikigira/materiais-para-orientacao/>. Acesso em: 16 ago. 2024
Texto 2
[...] A internet não seleciona a informação. Há de tudo por lá. A Wikipédia presta um desserviço ao internauta. Outro dia publicaram fofocas a meu respeito, e tive de intervir e corrigir os erros e absurdos. A internet ainda é um mundo selvagem e perigoso. Tudo surge lá sem hierarquia. A imensa quantidade de coisas que circula é pior que a falta de informação. O excesso de informação provoca a amnésia. Informação demais faz mal. Quando não lembramos o que aprendemos, ficamos parecidos com animais. Conhecer é cortar, é selecionar. [...]
Umberto Eco, 2011.
Disponível em: <https://epoca.globo.com/ideias/noticia/2013/07/bumberto-ecob-informacao-demais-faz-mal.html>. Acesso em: 16 ago. 2024.
Texto 3
Desfinanciamento da ciência
A desvalorização da ciência é particularmente nociva quando os recursos públicos para a pesquisa e desenvolvimento de ciência e tecnologia tornam-se cada vez mais escassos. Desde 2015, o orçamento disponível para a Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) tem sofrido uma queda vertiginosa. A proposta orçamentária para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) em 2021 é 34% menor do que em 2020. Em 3 de março de 2021, 11 Ex-Ministros de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovações assinaram um Manifesto em Defesa da Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, onde expõem os riscos de descontinuidade de programas estratégicos e de colapso das instituições, com impactos severos sobre a economia, a sustentabilidade ambiental e a equidade social: “Enquanto países desenvolvidos reforçam suas políticas de CT&I, em face da contribuição essencial destas para retomada do crescimento sustentável e equânime, caminhamos a passos largos na direção do obscurantismo - mediante a negação da ciência, recuo na formação de recursos humanos e declínio da inovação no setor produtivo”.
Os cortes nas verbas destinadas à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) se agravaram com a promulgação da Emenda Constitucional EC-95/2016, que criou o Teto de Gastos e congelou o orçamento de áreas estratégicas para o país, como a ciência, a tecnologia, a saúde, a educação e as políticas sociais. “Com isso, o Congresso e o presidente da época (Michel Temer) congelaram os valores de investimentos das futuras gestões; ainda que o PIB crescesse, estaríamos presos aos valores de 2016. A única coisa que está a salvo do congelamento é o pagamento de juros e amortização da dívida pública, ou seja, o setor financeiro. Hoje vemos o retrato da decadência promovida por essa Emenda.”, afirma Claudia Linhares Sales, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e diretora da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
As políticas de cortes de gastos públicos em setores como a ciência, a educação e a saúde têm estreita relação com o ideário neoliberal de reduzir o papel do Estado e reforçar o setor privado da economia, através de estratégias como a desregulamentação, a privatização e a austeridade fiscal. “A política de austeridade fiscal tem impacto distributivo fortemente negativo, pois piora a distribuição de renda e as condições de acesso de bens e serviços públicos essenciais”, explica Ana Lúcia Gonçalves da Silva, professora do Departamento de Teoria Econômica do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp). [...].
Luciana Rathsam, 2021.
Disponível em: <https://unicamp.br/unicamp/noticias/2021/04/26/politica-de-desvalorizacao-da-ciencia-tem-custo-que-ultrapassa-o-teto-de-gastos/>. Acesso em: 16 ago. 2024.
Texto 4
Educação Científica e Tecnológica
A percepção que grande parte da população tem a respeito das ciências ensinadas em salas de aula é limitada, pois muitos as enxergam somente como fórmulas, decorebas, objetos distantes, como se fosse algo que não tivesse relação com suas atividades diárias. Infelizmente, o que ocorre é que, por conta das questões materiais a que professores e estudantes estão submetidos, esta forma de ensino é a mais usual. Esse é um dos motivos que levam a um desconhecimento sobre as características da natureza e da atividade científica.
O ensino de ciências, segundo Scheid deveria ser bem mais amplo, pois seria importante trabalhar com os modos de elaboração do conhecimento, das mudanças que ocorreram ao longo do tempo e da maneira que estão relacionadas com a sociedade em sua época. Isso nos mostra que o ensino de ciências possui um sentido vasto e interligado, esse ensino não está preso dentro de si, ele se relaciona com todas as esferas sociais, com a nossa rotina, e de forma análoga ocorre com a própria atividade científica.
A educação científica e tecnológica possibilita colocar os alunos como protagonistas, ensina-os de forma natural a tomar decisões sobre qual caminho é o melhor a ser seguido, fazendo-os ter iniciativa e os instruindo a ter discernimento frente às adversidades que aparecem dentro das experiências em sala de aula. Ocasiona que esse aprendizado reflete não só na forma em que o aluno encara suas aulas na escola, mas também na forma em que encara o conhecimento e as adversidades que surgem ao longo de sua vida [...].
Rayane Teles Alves, 2021.
Disponível em: <https://sites.usp.br/revistabalburdia/beneficios-da-educacao-cientifica-para-uma-formacao-cidada/>. Acesso em: 16 ago. 2024
Proposta de redação
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ A – Artigo de opinião ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
O artigo de opinião é um gênero que assume o caráter argumentativo e tem por finalidade expressar o ponto de vista do autor sobre determinada temática a fim de persuadir seu interlocutor. É comum que esse gênero seja veiculado em mídias de comunicação de massa, como jornais e revistas.
Tendo em vista seu papel como cidadão na sociedade, redija um artigo de opinião para um jornal de circulação local a fim de discutir o tema “Desafios para a valorização do conhecimento científico no Brasil contemporâneo”. Não assine o artigo, tampouco adote nomes fictícios e/ou abreviações.
▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ B – Carta de leitor ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬
O gênero carta de leitor manifesta a opinião do emissor sobre assuntos publicados na mídia, como jornais e revistas, dirigindo-se, comumente, ao(à) autor(a) da matéria veiculada, ou ainda ao(à) representante dessa mídia, por exemplo, o(a) editor(a). A carta de leitor possui caráter argumentativo e tom persuasivo na busca de convencer o seu interlocutor sobre o ponto de vista apresentado.
Imagine que você, após ter lido a publicação da Revista Balbúrdia, dos discentes da USP, decida escrever uma carta de leitor para comentar o seguinte trecho: “A educação científica e tecnológica possibilita colocar os alunos como protagonistas”. Utilize-se dos textos da coletânea como base para delinear sua premissa e defender seu ponto de vista, além do repertório sociocultural adquirido ao longo de sua formação e prática. Não assine a carta, tampouco adote nomes fictícios e/ou abreviações.
ATENÇÃO
Em qualquer uma das duas propostas que você escolher, o seu texto NÃO deve ser assinado.
Esta é uma questão discursiva. Assine um de nossos planos para desbloqueá-la.
As questões discursivas ajudam você a treinar a construção da resposta, organizar ideias e desenvolver uma argumentação mais próxima do que a banca espera.
-
Entenda como a banca formula o problema e o que espera como resposta
-
Aprenda a estruturar seu texto com introdução, desenvolvimento e conclusão
-
Prepare-se para uma das etapas mais decisivas da prova.