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Q3533634
Pedagogia Alternativas metodológicas para o ensino das ciências humanas

Coletânea


Texto 1

Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/paywall/cartum.shtml?https://cartum.folha.uol.com.br/charges/2024/05/06/laerte.shtml>.

Acesso em: 27 set. 2024.


Texto 2


Educação Climática: Conceito e Diretrizes


A Educação Climática é um processo educativo para promover o conhecimento necessário sobre as causas e efeitos das mudanças climáticas, estimulando a participação ativa da sociedade em ações coletivas que visam à transformação social e à implementação de práticas que garantam a resiliência e a justiça climática.

Diretrizes para uma Educação Climática eficiente

À medida que progredimos na missão de implementar a educação climática nas mais diversas esferas da sociedade, é importante que tenhamos diretrizes claras e bem definidas que sirvam como um roteiro a fim de garantir que a educação sobre o clima seja incorporada de forma eficaz e responsável, independentemente do contexto em que se aplique.

A inclusão de princípios educacionais sobre o clima em nossos sistemas educacionais, políticas empresariais e programas comunitários exige um enfoque cuidadoso e metódico. As diretrizes que propomos são fundamentadas na colaboração e na capacidade de adaptação, elementos essenciais para desenvolver uma resiliência coletiva diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

Cada setor, organização e indivíduo envolvido com a aplicação da educação climática devem considerar tais diretrizes como princípios orientadores para suas ações, uma vez que encorajam a união de esforços para identificar problemas e criar soluções conjuntas, sempre com o objetivo de melhorar a capacidade de resposta da nossa sociedade aos eventos climáticos extremos e a promover uma evolução sustentável.

1. Fomento à Resiliência Climática e Empoderamento Coletivo

Incentivar a resiliência frente às emergências climáticas, destacando a importância do empoderamento comunitário para identificar desafios e desenvolver soluções colaborativas. Esse enfoque deve priorizar a adaptabilidade das comunidades, permitindo-lhes não apenas resistir a eventos climáticos extremos, mas também evoluir em meio a eles por meio de estratégias cooperativas, solidárias e inovação regenerativa.

2. Promoção de Ações Climáticas Locais e Contextualizadas

Estimular iniciativas de educação climática que orientem a realização de ações práticas e específicas dentro de cada território, com peculiaridades e singularidades de cada contexto. Tais ações podem englobar projetos de preservação ambiental, implementação de tecnologias limpas, programas de gestão de resíduos, e iniciativas de agricultura sustentável. O intuito é integrar as práticas de sustentabilidade no cotidiano das comunidades, ressaltando a relevância e a eficácia das ações locais.

3. Disseminação de Conhecimento para Soluções Socioambientais Integradas

Aprofundar o entendimento das emergências climáticas e suas implicações socioambientais, promovendo uma comunicação efetiva e a conscientização sobre direitos climáticos, visando à formação dos indivíduos com informações e habilidades críticas para buscar soluções de mitigação das emergências climáticas, adaptação às suas consequências, e reivindicação por reparação de perdas e danos de forma justa e equitativa.

4. Transformação de Comportamento para uma Cultura Climática Positiva

Esta diretriz propõe uma mudança paradigmática na percepção individual e coletiva do clima, a fim de reformular comportamentos e atitudes degradativas. A educação deve promover uma consciência ambiental profunda, incentivando valores de responsabilidade compartilhada, respeito pela biodiversidade e compromisso com a justiça intergeracional, através do incentivo ao aprendizado de epistemologias contra coloniais e suas tecnologias de continuidade.

5. Compreensão da Interconexão entre Sistemas Naturais e Sociais

Enfatizar a educação sobre a interdependência intrínseca entre os ecossistemas e as estruturas sociais. Esclarecer como as interações humanas impactam e são impactadas pelo meio ambiente e como essa compreensão pode conduzir à gestão para a regeneração de recursos naturais, promovendo ao mesmo tempo o bem-estar social e a saúde ecológica.


Disponível em: <https://www.climaterealityproject.org.br/post/coaliz%C3%A3o-brasileira-de-educa%C3%A7%C3%A3o-clim%C3%A1tica>. Acesso em: 27 set. 2024.


Texto 3


Lei inclui mudança climática e biodiversidade na educação ambiental


As escolas deverão estimular estudantes a participar de ações de prevenção e diminuição das mudanças climáticas.

A partir de 2025, as escolas brasileiras deverão passar a trabalhar em sala de aula os temas mudanças do clima e proteção da biodiversidade. A diretriz é estabelecida pela Lei 14.926, sancionada pela Presidência da República nesta quarta-feira (17 de julho) e publicada no Diário Oficial da União de ontem (18 de julho). A norma teve origem no PL 6.230/2023, aprovado pelo Senado em 25 de junho.

A nova lei modifica a Política Nacional de Educação Ambiental (Pnea — Lei 9.795, de 1999), acrescentando o estudo desses assuntos entre os objetivos da educação ambiental nacional. A matéria dá 120 dias para as instituições de ensino se adaptarem às novas diretrizes.

Pelo texto, as escolas deverão estimular estudantes a participar de ações de prevenção e diminuição das mudanças climáticas. O objetivo da inclusão dos novos temas na lei é garantir que os projetos pedagógicos, na educação básica e no ensino superior, contenham atividades relacionadas aos riscos e emergências socioambientais e a outros aspectos relacionados à questão ambiental e climática.


Disponível em: <https://www.progresso.com.br/sociedade/educacao/lei-inclui-mudanca-climatica-e-biodiversidade-na-educacao-ambiental/425817/>. Acesso em: 27 set. 2024.


Texto 4


Por que a educação climática é importante?


Mariana Nascimento Plum


O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, define a mudança climática como a maior ameaça existencial de nosso tempo. A recente tragédia no Rio Grande do Sul, provocada por chuvas intensas, é uma prova contundente: 2,3 milhões de pessoas afetadas, 179 mortes, 800 feridos, milhares de desabrigados, estradas bloqueadas, aeroporto fechado, aulas interrompidas por mais de dois meses em diversas cidades e mais de 90% da economia da região impactada.

Diante desse cenário, a educação climática se mostra essencial para capacitar indivíduos e comunidades a entender e exigir políticas públicas mais eficazes para enfrentar as mudanças climáticas e outros riscos ambientais. A educação proporciona aos alunos de diferentes níveis de formação a habilidade para abordar desafios globais interconectados, incluindo mudança climática, perda de biodiversidade, segurança alimentar e energética, e desigualdade. Além disso, em um mundo onde a desinformação sobre o tema prolifera, a educação climática pode desenvolver cidadãos capazes de discernir informações verdadeiras de falsas e tomar decisões informadas.

De acordo com o estudo “Repensando a Educação no Contexto das Mudanças do Clima” (2024) da OCDE, os sistemas educacionais podem ser repensados para lidar com a mudança do clima e promover ações transformadoras, colocando a educação como um “tipping point” positivo que pode acelerar a mitigação das mudanças climáticas e ajudar a construir uma resiliência sistêmica.

O descompasso entre os efeitos das mudanças climáticas e a educação

Enquanto os efeitos das mudanças climáticas aumentam em velocidade e intensidade, a capacitação das gerações que serão mais afetadas avança lentamente. Tanto a Convenção-Quadro das Nações Unidas, de 1992, quanto o Acordo de Paris, de 2015, destacam a importância da promoção da educação para enfrentar a mudança do clima.

Contudo, a UNESCO revela no relatório “Mudança climática e sustentabilidade nos currículos de ciências eciências sociais do ensino secundário” (2021) que 47% dos currículos nacionais não mencionam as mudanças climáticas e apenas um terço dos professores se sente preparado para explicar adequadamente os efeitos das mudanças climáticas em suas regiões.

O estudo do Banco Mundial “O impacto da mudança climática na Educação” (2024) acrescenta outra camada de preocupação, mostrando como as mudanças climáticas afetam negativamente os resultados educacionais, especialmente em comunidades mais vulneráveis, causando perdas de aprendizado, baixo rendimento, perda de produtividade e maior desigualdade social, perpetuando ciclos de pobreza.

Educação climática e a Conferências das Partes (COPs)

As últimas Conferências das Partes enfatizaram a urgência de avançar na educação climática. A COP 27, realizada em 2022, inaugurou a Parceria para Educação Verde com o objetivo de fomentar o uso da educação como parte integrante da resposta às crises climáticas. Já na COP 28, a Declaração sobre a Agenda Comum para Educação e Mudança Climática foi o primeiro reconhecimento político internacional sobre a importância de integrar a educação climática nos currículos escolares e nas políticas públicas globais.

Apesar desses esforços, a educação continua sendo negligenciada na agenda de políticas climáticas nacionais. O Banco Mundial indica que, em 2020, a educação representou menos de 1,3% da assistência oficial ao desenvolvimento relacionada ao clima.

O relatório “NDCs e Educação Climática” (2024), do Climate Reality Project, aponta que apenas 36 das 193 Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) apresentadas abordam estratégias de educação climática. No caso da NDC brasileira, educação aparece de forma genérica, sem estabelecer diretrizes sobre como incluir a educação climática nos planos de mitigação e adaptação.

O papel da educação climática no Brasil

Estando na presidência do G20 em 2024 e da COP 30 em 2025, o Brasil tem a chance de colocar a educação climática no centro das discussões internacionais. A Lei 14.926 representa um avanço, mas deve ser acompanhada de mecanismos de financiamento que auxiliem as escolas na promoção desses conteúdos, na capacitação dos professores e no desenvolvimento de metodologias de ensino adequadas à realidade brasileira, garantindo que as políticas públicas de educação climática cheguem efetivamente às comunidades mais vulneráveis e promovam uma transformação sistêmica.

O processo atual de revisão do Plano Clima e da Política Nacional sobre Mudança do Clima é outra oportunidade para definir estratégias para a implementação da educação climática. Para além da necessária incorporação aos currículos escolares e de nível superior, deve também mirar na capacitação de formadores de opinião e pensadores críticos que podem influenciar suas comunidades e áreas de atuação profissional.

Neste contexto, o Centro Soberania e Clima inaugurou em julho a Escola Soberania e Clima, que visa promover o letramento sobre temas cruciais como mudança do clima, desenvolvimento sustentável, segurança, defesa e democracia. No mês de agosto [2024], o Centro estará dedicado a iniciativas com foco em educação, como o lançamento de artigo e webinar sobre Educação Ambiental Climática, e a realização do curso “Mudança do Clima e as Agendas de Segurança e Defesa”.

Por meio dessas ações, o Centro Soberania e Clima pretende contribuir para a formação de cidadãos e tomadores de decisão, preparando-os para desenvolver políticas públicas integradas e sustentáveis que promovam um futuro próspero e justo para o Brasil.


Disponível em: <https://exame.com/bussola/mariana-plum-como-a-educacao-pode-contribuir-para-o-enfrentamento-das-mudancas-climaticas/>. Acesso em: 27 set. 2024.


Texto 5


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: <https://www.iberdrola.com/documents/20125/42055/Infografico_Questoes_Chave_Educativas.pdf/90dd5fc2-8483-687c-37d1-0cdc0275a4b9?t=1630469259209>. Acesso em: 27 set. 2024.


Propostas de redação


▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ A – Artigo de opinião ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬


O artigo de opinião é um gênero do discurso argumentativo que tem a finalidade de expressar o ponto de vista do autor a respeito de um determinado tema. A validade da argumentação é evidenciada pelas justificativas de posições assumidas pelo autor ao apresentar informações e opiniões que se complementam ou se opõem. No texto, predominam sequências expositivo-argumentativas.

Como professor/professora, você recebeu o convite para escrever um artigo de opinião discutindo o tema Educação ambiental e desequilíbrio climático: enfrentamentos e responsabilidade social. Partindo desse olhar, discuta o papel da educação ambiental como estratégia eficaz de resiliência frente a eventos climáticos e no desenvolvimento de grupos sociais atuantes do seu município. Defenda o seu ponto de vista, apresentando argumentos que se sustentem e que possam refutar outros pontos de vista.


▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬ B – Carta aberta ▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬▬


De natureza persuasivo-argumentativa, a carta aberta manifesta publicamente, por meio de órgãos de imprensa, a opinião de uma pessoa ou de um grupo de pessoas a respeito de um problema. Tem a finalidade de persuadir um interlocutor específico a tomar consciência do problema e se mobilizar para solucioná-lo. O texto denuncia os fatos, analisando-os, sugere e reivindica ações resolutivas, mobilizando a opinião pública para a adesão ao ponto de vista do locutor. Para isso, o locutor deve construir a imagem do interlocutor e as estratégias adequadas para convencê-lo.

Partindo do Texto 4 de Mariana Nascimento Plum, diretora executiva do Centro Soberania e Clima – colunista bússola na Exame, e da relevante necessidade de que as políticas públicas de educação climática sejam eficientes às comunidades, escreva uma carta aberta a respeito do tema Educação ambiental e desequilíbrio climático: enfrentamentos e responsabilidade social. Considere que essa carta será publicada em uma revista de Educação, voltada para docentes. Problematize o tema, exponha e defenda seu ponto de vista, bem como apresente ações que possam ser pensadas no âmbito da escola, considerando o processo de formação desses sujeitos.


ATENÇÃO


Em qualquer uma das duas propostas que você escolher, o seu texto NÃO deve ser assinado.

 
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