Agora que o mundo enfrenta eventos climáticos cada vez mais...
Agora que o mundo enfrenta eventos climáticos cada vez mais extremos, torna‑se imperativo repensar o modelo de desenvolvimento global e a interconexão de políticas e processos. Quando esses eventos ocorrem na periferia do sistema, são potencializados pelos danos históricos causados pela expropriação da natureza e afetam de maneira muito mais grave as populações periféricas das cidades, os povos indígenas e as comunidades tradicionais no campo e na floresta.
Sonia Guajajara. Prefácio. In: Folly; Closs; Gonzales (Org.). Política externa brasileira e clima: caminhos para um Brasil ambientalmente responsável e socialmente justo. Brasília: FUNAG, 2024 (com adaptações).
Thelma Krug, ex-vice-presidente do Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas, assim se manifestou durante o evento paralelo do G20 intitulado States of The Future, realizado entre 22 e 26 de julho de 2024, no Rio de Janeiro: “Ainda que as emissões de gases de efeito estufa sejam paralisadas, os temporais e enchentes no Rio Grande do Sul, as secas severas e queimadas no Pantanal e na Amazônia vão se tornar mais frequentes, além da elevação do nível do mar, impactando cidades costeiras como o Rio de Janeiro. Vejo grandes desafios para os Estados no futuro e esses desafios serão tão maiores quanto maior for o aquecimento global.”
Considerando que os excertos acima sejam meramente motivadores, discorra sobre a atuação da política externa brasileira nas áreas de clima e desenvolvimento. Em seu texto, aborde os seguintes aspectos:
1 regime multilateral de mudança do clima, papel e conteúdo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC);
2 Protocolo de Quioto e Acordo de Paris: principais obrigações, inovações e metas;
3 papel do Brasil na composição do regime climático;
4 desafios atuais para a governança climática;
5 na perspectiva brasileira, avanços da COP28 (2023) e expectativa para a COP29 (2024);
6 principais interesses e objetivos do Brasil nas negociações climáticas;
7 enfrentamento às mudanças climáticas em iniciativas domésticas e na presidência brasileira do G20; 8 noções de transição energética e “transição justa”: vencedores, perdedores e segmentos da sociedade afetados;
9 posição do Brasil na transição energética;
10 objetivos de desenvolvimento sustentável e oportunidades com a COP30.