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Mulher, 52 anos, com dor abdominal, tem uma massa de 3,1cm na adrenal esquerda em exame de tomografia computadorizada (TC). A massa apresenta índice de atenuação de 5 unidades Hounsfield e eliminação do contraste > 60%. Durante a anamnese, negou quaisquer sintomas paroxísticos, tais como sudorese, cefaleia e palpitação. Hipertensão arterial diagnosticada aos 50 anos, em uso de losartana 100mg/dia e hidroclorotiazida 25mg/dia. Exame físico: índice de massa corporal 26kg/m2. Restante do exame normal. Sinais vitais: pressão arterial (PA) = 146 x 94mmHg, frequência cardíaca (FC) = 76bpm, frequência respiratória (FR) = 14irpm. Exames laboratoriais: hemograma normal; glicose = 92mg/dL; sódio = 140mEq/L; potássio = 4,4mEq/L; ureia = 31mg/dL; creatinina = 0,7mg/dL. Em relação a esta paciente, pode-se afirmar que:
as características radiológicas da lesão sugerem benignidade
não há indicação de investigação para hiperaldosteronismo primário, pois a paciente não apresenta hipocalemia
não há indicação de investigação para síndrome de Cushing subclínica, pois a paciente não apresenta estigmas de hipercortisolismo
não há indicação de investigação para feocromocitoma, pois a paciente não apresenta quaisquer sintomas de paroxismos
Homem, 30 anos, inicia quadro de fraqueza e dor muscular, acompanhado de ″urina escura″. Relata ter participado de “uma meia maratona” dois dias antes do início dos sintomas. Exame físico: desidratado, hipotenso e taquicárdico. Exames laboratoriais: ureia = 55mg/dL; creatinina = 1,6mg/dL; potássio = 5,5mEq/L; creatinoquinase (CK) = 1.500UI/L; EAS = mioglobinúria. Em relação ao tratamento preventivo da insuficiência renal aguda, pode-se afirmar que a melhor estratégia é:
apenas administração de diurético de alça
reposição de volume com solução glicosada e cloreto de potássio
reposição de volume com solução salina e bicarbonato de sódio
apenas reposição de volume com solução salina
Menina, 4 meses, previamente saudável, é trazida à emergência após ter apresentado episodio de crise convulsiva cerca de 20 minutos após adormecer. A convulsão cedeu espontaneamente, mas retornou durante a triagem. Pais negam uso regular de medicamentos, traumas, febre, vômitos ou diarreia, história prévia de convulsões. Carteira de vacinação em dia. A paciente é alimentada com 6 medidas de fórmula própria para a idade diluída conforme instruções. É constipada, por isso a mãe tem oferecido cerca de 2 a 3 mamadeiras de água nos intervalos das mamadas. Não frequenta creche; não teve contato com pessoas doentes. Exame físico: peso = 7kg; irresponsiva; vias aéreas pérvias; normocefálica; sem evidência de traumas; fontanela anterior normotensa; aparelhos cardiovascular, pulmonar, abdominal e geniturinário normais. Glicemia capilar = 146mg/dL. Gasometria venosa e eletrólitos séricos:
Valores | Referências |
Na = 122mEq/L | 135-145mEq/L |
K = 4,0mEq/L | 3,5-5,5mEq/L |
Cl = 103mEq/L | 96-109mEq/L |
CO2 = 24mEq/L | 18-27mEq/L |
Ca = 1,45mmol/L | 1,16-1,45mmol/L |
pH = 7,38 | 7,32-7,42 |
pCO2 = 35mmHg | 41-51mmHg |
pO2 = 34mmHg | 25-40mmHg |
A conduta mais adequada para esta criança é administrar:
diazepam retal
solução salina hipertônica 3%
fenitoína venosa
ceftriaxone
Pode-se afirmar que o uso prolongado de antibióticos de amplo espectro para a profilaxia secundária de peritonite bacteriana primária está relacionado a risco aumentado de:
infecções intestinais por helmintos
sangramento intraluminal distal
síndrome neuroléptica maligna
infecções estafilocócicas graves
Homem, 45 anos, sentiu desconforto precordial em aperto após relação sexual. Na emergência, eletrocardiograma: supradesnívelo de segmento de ST nas derivações DI, aVL e de V1a V6. Terapêutica: trombolítico seguido de cineangiocoronariografia e angioplastia coronariana com colocação de stent em artéria descendente anterior (DA). A medicação que impacta favoravelmente na taxa de mortalidade quando prescrita nas primeiras 24 horas pós-evento agudo é:
heparina venosa
bloqueador dos receptores β adrenérgicos intravenoso
inibidores da enzima conversora da angiotensina
amiodarona
Mulher, 57 anos, diabética, obesa, tabagista e portadora de fibrilação atrial crônica (FA), é admitida com dor abdominal, vômitos “em borra de café” e distensão abdominal. Refere parada da eliminação de fezes e elimina flatos com dificuldade. Apresentou dois episódios de lipotimia e palpitação. Na admissão: PA = 80 x 50mmHg; FC = 135bpm com ritmo irregular; abdome distendido; hérnia umbilical redutível; peristalse aumentada; sem peritonismo. Exames laboratoriais: hemoglobina (Hb) = 11,2mg/dL; hematócrito (Ht) = 36%; leucócitos = 27.900/mm3 ; plaquetas = 78.000/mm3 ; glicose = 430mg/dL; ureia 90mg/dL; creatinina = 2,8mg/dL; amilase = 330UI/L; lipase 115UI/L; lactato = 11,5mg/dL; LDH = 765UI/L; TGO: 630UI/L; TGP = 450UI/L; pH = 7,21; pCO2 = 18mmHg; HCO3 = 12mEq/L. A hipótese diagnóstica mais provável é:
cetoacidose diabética
pancreatite aguda necro-hemorrágica
infarto enteromesentérico
hérnia estrangulada
Mulher, 35 anos, em tratamento de síndrome do pânico, é admitida no setor de emergência com quadro de dor torácica e disfagia que se iniciaram durante o jantar. Afastou-se infarto agudo do miocárdio (IAM) e teve alta com medicação analgésica. Três dias depois, retorna ao hospital com os mesmos sintomas, agora, mais intensos. Endoscopia digestiva alta (EDA): ausência de lesões da mucosa. Manometria esofagiana: múltiplas contrações de alta amplitude permeadas com contrações normais. A hipótese diagnóstica mais provável é:
acalasia
esôfago em quebra nozes
espasmo difuso do esôfago
neoplasia maligna do esôfago
Mulher, 52 anos, mastectomizada por câncer de mama, apresenta dispneia progressiva aos esforços, há 3 meses. RX de tórax: moderado derrame pleural à esquerda. Análise inicial do líquido pleural: aspecto amarelo citrino; relação LDH pleural/LDH sérica > 0,6; glicose < 60mg/dL. Sobre esta paciente, pode-se afirmar que:
derrame pleural metastático e tuberculose pleural são possibilidades diagnósticas
avaliação do triglicerídeo do líquido pleural é fundamental para o diagnóstico
glicose baixa no líquido pleural confirma o diagnóstico de artrite reumatoide
está indicado drenagem tubular fechada
Homem, 65 anos, foi operado de aneurisma de aorta abdominal por via endovascular, sem intercorrências. Na angiotomografia de controle em 1 ano, observou-se falha de selamento na porção proximal da prótese. Pode-se afirmar que este vazamento é classificado como endoleak tipo:
IB
III
II
IA
Menino, 2 anos, é levado ao ambulatório com queixa de lacrimejamento frequente, fotofobia e de estar sempre com o olho esquerdo fechado como se ele estivesse com algum corpo estranho. Exame físico: aumento do volume do olho ipsilateral. A hipótese diagnóstica mais provável é:
úlcera de córnea
conjuntivite infecciosa
glaucoma congênito
retinoblastoma
Homem, 35 anos, em pós-operatório de esplenectomia. Em seus exames laboratoriais de controle a alteração mais provável a ser observada é:
diminuição das imunoglobulinas
trombocitopenia
leucopenia
aumento da properdina
Homem, 82 anos, é levado à consulta por seus filhos por apresentar esquecimentos, confusões de nomes, datas e até de locais onde está. O clínico conversa com a família e diz que o paciente começa a apresentar sinais de demência. Pode-se afirmar que a causa mais frequente de demência no idoso é a doença:
carencial
cerebrovascular
de Parkinson
de Alzheimer
Na colecistectomia videolaparoscópica, a obtenção da visão crítica de segurança é condição essencial para evitar a lesão da via biliar comum. Ela consiste na dissecção do triângulo de Calot, visualizando o ducto cístico e a superfície hepática no início da colecistectomia retrógrada. Entre essas duas estruturas dissecadas, deve se visualizar apenas a artéria cística que, na maior parte das vezes, é ramo da artéria hepática:
própria
esquerda
direita
comum
Pode-se afirmar que a detecção de insulinomas pode ser realizada pela cintilografia:
para receptores de somatostatina
com gálio-67
com iodo-123
com tálio-201
Homem, 25 anos, lutador é atendido na emergência com uma mordida humana durante uma luta, no dorso da mão dominante. A lesão ocorreu há 4 horas e há intenso sangramento. A conduta mais adequada é:
avaliar a integridade do extensor comum dos dedos; conter o sangramento; lavar a lesão com degermantes; cobrir a ferida com curativo fechado
lavar a ferida com degermantes e cobrir com pomadas de antibióticos
realizar a ligadura do vaso sangrante; lavar a ferida com solução iodada e suturar a lesão
suturar a lesão com pontos profundos após lavar com degermantes
Mulher, 25 anos, foi submetida à colecistectomia videolaparoscópica (CVL), sem intercorrências, com alta em 24 horas. Uma semana depois, procurou a emergência com dor abdominal e febre. Tomografia computadorizada (TC) de abdome: coleção líquida na fossa vesicular. A conduta mais adequada nesse momento é realizar:
laparoscopia para drenagem
drenagem percutânea da coleção
laparotomia para correção do defeito
antibioticoterapia venosa e repetir a TC em 6 horas
Pode-se afirmar que oclusões bilaterais da artéria carótida comum podem ocorrer na:
doença de Kawasaki
doença de Takotsubo
arterite de Churg-Strauss
arterite de Takayasu
Homem, 48 anos, há 15 dias com quadro de eritema e descamação generalizados associados à hipertermia, calafrios e leucocitose, após tratamento com penicilina. Pode-se afirmar que o quadro clínico, deste paciente, é sugestivo de:
eritema multiforme
eritema pigmentar fixo
eritrodermia esfoliativa
eritema nodoso
Pode-se afirmar, em relação às complicações no pós-operatório, que é fator de risco para infecção de sítio cirúrgico:
o uso de cateter vesical
operações na parede anterior do abdome
a hipotermia durante a operação
a necessidade de acesso venoso profundo
A hipotermia perioperatória está associada a piores desfechos. O local de monitorização da temperatura que melhor reflete a temperatura central:
nasofaringe
vesical
cutânea
retal