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Na Secretaria de Esportes do município de Briguentos-PA, as relações interpessoais no ambiente de trabalho estavam em colapso. Muitas intrigas, rivalidades, posturas radicais referentes às ideias próprias e valores pessoais e, por vezes, essas interações cambiavam para a violência, como assédio moral. Um novo servidor, atuante no setor de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, apresentou e sustentou uma ideia na reunião com os demais gestores e a com Secretária de Esportes: “A gestão de conflitos tende a crescer em importância dentro das organizações contemporâneas, tendo em vista a relevância, cada vez maior, dada às pessoas que nelas trabalham; já que um dos axiomas gerenciais atuais consiste no fato de os indivíduos constituírem o fator diferencial entre as organizações, os conflitos que os envolvem passam a ser um problema, uma vez que podem reduzir a produtividade e, consequentemente, afetar a eficiência organizacional e a qualidade na prestação de serviços”. Sugeriu, ao fim de sua exposição, que todos os servidores atuantes na Secretaria de Esportes participassem de um treinamento que ele mesmo concebera, intitulado: Administração Criativa de Conflitos: da luta ao diálogo. Diante dessa situação hipotética, em relação ao conflito interpessoal nos cenários organizacionais de trabalho e às técnicas para a gestão de conflitos, assinale a alternativa INCORRETA.
Em vez de considerar o conflito como uma oportunidade de confronto entre as pessoas, as organizações podem considerar as situações conflitantes como oportunidades de crescimento que requerem cuidados na forma de gerenciamento. Sendo assim, o conflito se torna uma oportunidade de crescimento para a organização, visto que novas opiniões, expressões e possibilidades são criadas.
O conflito no ambiente organizacional pode ser definido como a divergência entre duas ou mais partes sobre como melhor alcançar as metas da organização. Os conflitos podem estar relacionados ao desempenho, à tarefa, ao relacionamento interpessoal e/ou aos processos.
Existem várias formas de administração de conflitos. Dentre elas, estão: evitação ou fuga: é uma atitude de fuga sobre as reais causas do conflito, evitando e negando a existência de um conflito; acomodação ou suavização: é uma forma de resolver as discordâncias menores, deixando o real motivo do conflito para ser resolvido posteriormente; competição ou comando autoritário: a decisão de resolução é imposta, usando-se o poder ou a autoridade para uma das partes sair vitoriosa; concessão ou acordo: é combinar soluções de ambos os lados para resolver o conflito; e colaboração ou resolução dos problemas: utiliza-se da negociação para reduzir as diferenças de ambos.
O processo do conflito pode ser visto em forma de estágios: estágio I – oposição ou incompatibilidade: em que a comunicação, a estrutura e as variáveis pessoais dão condições para que o conflito se forme (por se tratar de informações, definições de função e personalidades diferentes); estágio II – cognição e personalização: as questões relacionadas ao conflito são definidas (o conflito é percebido e há o envolvimento); estágio III – definição de estratégias: é a forma de atuação que permitirá resolver o conflito de acordo com a tendência individual de cada parte (citam-se a competição, a colaboração, a evitação, a acomodação e o compromisso ou a disposição para solucionar o conflito); estágio IV – comportamento: remetendo-se ao processo de interação e envolvimento com a situação conflitante; e estágio V – consequências: ação e reação entre as partes, afetando diretamente o desempenho.
Dentre as táticas de diálogo para a administração de conflitos, destaca-se a confrontação. Nesta, as partes em conflito esforçam-se em definir o objetivo específico: solução total ou controle do conflito. Uma parcela do processo é dedicada à clarificação da posição de cada participante, para que possa haver compreensão dos pontos de vista e das condutas de cada um, de modo a possibilitar a compreensão dos pontos de vista e das condutas do outro. É a chamada fase de diferenciação do diálogo, em que as diferenças de percepção, preconceitos, ideias e sentimentos são expressas. Quando cada um já conhece a versão e os ‘fatos’ do outro é que se pode iniciar a apresentação de propostas de reformulação da situação através da discussão das alternativas convenientes e aceitáveis para ambos. O processo de confrontação leva à compreensão compartilhada da situação e das alternativas de ação que constituem os termos do “contrato” para convivência futura no grupo.