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Passando a sociedade norte-americana da fase inicial de subconsumo e acumulação para a fase da abundância e alta produtividade, resolvidos os problemas econômicos mais imediatos, têm lugar, na empresa, os problemas humanos que começam a ser atendidos. É quando se dá o surgimento da Escola das Relações Humanas.
No que se refere às críticas de Tragtenberg (1971, p. 18-19) ao pensamento de Elton Mayo, é correto afirmar que (,)
na linha da Escola Clássica da Administração (Taylor, Fayol), Mayo vê possibilidades de utilização construtiva do conflito social, que aparece para ele como a construção da própria sociedade.
Mayo vê na competição um sistema de integração social, na medida em que leva à cooperação, acentuando esse processo pela cooperação dos partidos políticos.
para Mayo a cooperação dos operários reside na aceitação das diretrizes da administração, representando um escamoteamento das situações de conflito industrial.
há uma compatibilidade lógica no esquema de Mayo, qual seja a luta pela cooperação espontânea e a luta por sua organização, compatível com a existência de associações voluntárias.
embora Mayo veja o conflito como algo desejável, o mesmo tem função, às vezes, de conduzir a uma verificação de poder e do ajustamento da organização à situação real e, portanto, à paz.