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A evolução do pensamento administrativo não corresponde a mera sucessão cronológica de escolas, mas à formulação de distintos referenciais analíticos voltados à compreensão da organização, do trabalho, da autoridade, da adaptação e das relações entre estrutura e ambiente.
Nesse sentido, cada matriz teórica enfatiza determinados pressupostos explicativos, sem que isso autorize sua simplificação em estereótipos conceituais ou em oposições absolutas.
Considerando as teorias clássica, científica, das relações humanas, estruturalista, sistêmica e contingencial, bem como a compreensão da administração como ciência social aplicada e das funções administrativas, analise as alternativas a seguir e assinale a que está CORRETA.
A teoria científica e a teoria clássica compartilham a preocupação com a racionalização organizacional, mas se distinguem porque a primeira concentra sua análise prioritariamente na execução do trabalho e na padronização das operações, ao passo que a segunda enfatiza a estrutura formal da organização e a ordenação das funções administrativas.
A teoria das relações humanas rompe integralmente com os modelos anteriores ao deslocar o centro da análise para os grupos informais, razão pela qual deixa de reconhecer a relevância da estrutura organizacional, da autoridade formal e dos mecanismos administrativos de coordenação.
A abordagem estruturalista se distingue da sistêmica por rejeitar a pluralidade de vínculos entre organização e ambiente, concentrando-se exclusivamente, na dimensão normativa da burocracia e afastando a análise de conflitos, incentivos e formas organizacionais complexas.
A abordagem contingencial sustenta que os princípios gerais da administração conservam validade universal, desde que aplicados com suficiente precisão técnica, motivo pelo qual as variações ambientais afetam apenas o ritmo de implementação das decisões, e não a lógica de organização.
A abordagem sistêmica, ao compreender a organização como totalidade integrada, exclui a possibilidade de análise funcional das partes e substitui a noção de funções administrativas por uma leitura estritamente relacional, incompatível com o estudo de planejamento, direção e controle.


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