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A modernização da administração pública tem exigido o desenvolvimento de novos perfis d...

A modernização da administração pública tem exigido o desenvolvimento de novos perfis de liderança capazes de articular competências técnicas, capacidades gerenciais e compromisso com os valores do serviço público. Nesse contexto, a liderança pública passa a ser compreendida não apenas como exercício de autoridade formal, mas como a capacidade de mobilizar equipes, alinhar competências profissionais aos objetivos institucionais e promover resultados orientados ao interesse público. No debate sobre a profissionalização da gestão de pessoas no setor público, Bergue (2019) destaca que, em qualquer das áreas de uma organização, a despeito da tecnologia, da natureza da atividade ou qualquer outro fator específico, o trabalho – que é a produção de valor público – se dá pela ação das pessoas. Nessa linha, a gestão, em essência, é gestão de pessoas.


Considerando a perspectiva defendida pelo autor, é correto afirmar que


A

a liderança no setor público deve concentrar-se prioritariamente na observância estrita de normas administrativas, reduzindo a autonomia decisória dos gestores para evitar desvios de conduta, conflitos de interesse e nepotismo.


B

o desenvolvimento de competências de liderança na administração pública é secundário em relação à defesa da estabilidade das carreiras, pois a continuidade institucional depende exclusivamente da permanência de servidores essenciais nas instituições, capazes de atuar na gestão.


C

todos os gestores fazem gestão de pessoas e, por conseguinte, a gestão como um todo é permeada pela gestão de pessoas; assumir esses contornos mais amplos da gestão de pessoas implica também reconhecer que dos gestores, de modo geral, são requeridas não somente competências técnicas, mas, especialmente, competências gerenciais e comportamentais.


D

a valorização das competências de liderança no setor público implica substituir os sistemas de mérito por mecanismos discricionários de escolha dos gestores; a liderança pública eficaz depende prioritariamente da centralização decisória, garantindo uniformidade nas ações administrativas e reduzindo o risco da diversidade de práticas organizacionais.


E

a gestão de pessoas compete somente ao gestor de cada área ou equipe de trabalho; os desafios de desempenho na gestão de pessoas apresentados pela liderança não devem ser também objeto de preocupação e enfrentamento por parte dos demais membros das equipes, tratando-se, exclusivamente, de uma competência do próprio líder ou do setor de Gestão de Pessoas da Instituição.