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Uma empresa de médio porte do setor de serviços reorganiza suas operações após diagnóstico de que as unidades funcionais operam em silos, as decisões demoram por excesso de níveis hierárquicos e as equipes de atendimento ao cliente não têm autonomia para resolver demandas sem escalar para a chefia. A diretoria debate três propostas: a primeira sugere manter a estrutura funcional e investir em integração por comitês interfuncionais periódicos; a segunda propõe migrar para estrutura por processos com equipes multidisciplinares orientadas a resultados; a terceira defende adotar modelo de unidades de negócio autônomas com governança centralizada apenas em finanças e estratégia. Um consultor alerta que a escolha entre essas configurações não depende apenas de preferência gerencial, mas de pressupostos distintos sobre coordenação, poder, identidade organizacional e lógica de geração de valor. Considerando as perspectivas contemporâneas da teoria das organizações, a leitura mais adequada a respeito desse cenário é:
A estrutura por processos é a resposta mais adequada às organizações contemporâneas, pois elimina silos funcionais, reduz níveis hierárquicos e orienta equipes multidisciplinares diretamente ao cliente e ao resultado.
A escolha estrutural é secundária em relação à cultura organizacional, pois organizações com cultura colaborativa superam os efeitos negativos de silos e excesso hierárquico independentemente do modelo formal adotado.
Os comitês interfuncionais são o mecanismo de coordenação mais eficaz, pois preservam a especialização funcional enquanto criam espaços formais de integração sem alterar a estrutura de autoridade estabelecida.
Cada configuração expressa pressupostos distintos sobre coordenação e autonomia, sendo a escolha determinada pela natureza do trabalho, pelo grau de interdependência entre atividades e pela estratégia de geração de valor da organização.
A autonomia das unidades de negócio é o modelo mais compatível com ambientes de alta complexidade e mudança, pois descentraliza decisões, reduz dependência hierárquica e aproxima a gestão das demandas locais.


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