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Em determinado Conselho Regional de Contabilidade (CRC), um servidor público com mais de dez anos de atuação técnica apresenta desempenho formalmente satisfatório, mas vem demonstrando comportamento de distanciamento em relação à equipe: evita participar de reuniões colaborativas; limita-se estritamente às tarefas que lhe são atribuídas; e reage de forma defensiva a sugestões de colegas e da chefia. Embora cumpra prazos e normas, verbaliza com frequência que “apenas faz o que é exigido”, não demonstrando interesse em melhorias, inovação ou crescimento profissional. Observa-se, ainda, que esse padrão se mantém ao longo do tempo, independentemente de mudanças na liderança ou incentivos externos. Considerando o caso hipotético, o problema de relacionamento interpessoal evidenciado nessa situação caracteriza-se, predominantemente, como:
Resistência individual a mudanças organizacionais, explicada pela falta de incentivos extrínsecos e pela sobrecarga de tarefas operacionais.
Conflito interpessoal, decorrente de falhas na comunicação horizontal, associado à ausência de direção clara nos objetivos organizacionais.
Problema estrutural de liderança autoritária, responsável por comprometer a permanência da motivação e gerar isolamento funcional do servidor.
Desalinhamento motivacional intrínseco, manifestado pela baixa intensidade e esvaziamento do sentido do trabalho, impactando negativamente as relações interpessoais.


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