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No Brasil, as reformas administrativas das últimas décadas enfrentaram o desafio de modernizar o aparelho do Estado sem perder de vista a necessidade de entregar serviços públicos de qualidade ao cidadão. Um dos nós críticos desse processo é a forma como o servidor público é visto e gerido: ora como custo a ser contido, ora como peça de um sistema hierárquico rígido, raramente como agente estratégico de transformação institucional.
Conforme esse diagnóstico, assinale a opção que identifica, corretamente, um obstáculo à modernização do serviço civil brasileiro.
A realização de concursos públicos periódicos para provimento de cargos, por garantir isonomia e transparência no recrutamento, constitui o principal entrave à modernização administrativa.
A estabilidade do servidor público, prevista constitucionalmente, impede qualquer forma de responsabilização por desempenho e inviabiliza a adoção de modelos de gestão por resultados.
A ausência de integração entre planejamento orçamentário e gestão de pessoas dificulta o alinhamento entre as competências dos servidores e as prioridades estratégicas do Estado.
O tratamento do serviço civil predominantemente como gestão de folha de pagamentos e negociação salarial, em detrimento de uma abordagem estratégica orientada por mérito, competências e resultados.
A descentralização administrativa promovida pelas reformas dos anos 1990 gerou tamanha autonomia nos órgãos públicos que tornou inviável qualquer política nacional de gestão de pessoas.