Desde meados do século XX, a complexidade crescente das
organizações e os decorrentes riscos crescentes para a
emissão de parecer de auditoria independente provocou,
na maioria dos países, a valorização dos chamados sistemas
de controle interno, que são processos que, em geral,
apresentam em sua estrutura áreas de auditoria interna,
com a função de avaliar a adequação do sistema. Em
relação à função de auditoria interna e considerando a sua
aplicação ao setor público, é correto afirmar que
A
o fato de a auditoria interna estar dispensada de
seguir normas gerais de auditoria permite que a sua
abordagem seja assistemática e, também, disciplinada
em conformidade com o contexto de criticidade da
organização.
B
pode ser considerado procedimento de rotina das unidades
de auditoria interna, após exames de auditoria,
realizar reunião de discussão das conclusões e recomendações
com os próprios gestores auditados antes
da emissão do relatório final.
C
a característica de independência não é atributo esperado
para a auditoria interna, dado que as atividades
são executadas por empregados da própria organização,
que estão permanentemente em relação contínua
e direta com a alta e média direção.
D
atualmente, com o objetivo de combater a corrupção e
a fraude, o gerenciamento de riscos nas organizações
públicas, como forma de diminuir os impactos sobre os
resultados para as políticas públicas, está sendo tratado
como competência exclusiva da área de auditoria interna.
E
no caso da Administração Pública, a característica
“interna” implica, necessariamente, que a atividade de
auditoria interna deve ser executada por empregados da
organização e que os relatórios devem ser divulgados no
âmbito das organizações, sem divulgação externa, de
forma a minimizar ao máximo a relação com as possíveis
auditorias externas.