A Administração Pública Burocrática ganha força no Brasil em 1938, com a criação do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP), que tinha entre seus objetivos o implemento dos princípios da estrutura burocrática à Administração Pública do país, em particular do Governo Federal. Esse modelo de administração burocrática surge com o intuito de eliminar os aspectos patrimonialistas da Administração Pública brasileira, por meio de uma lógica racional-legal, com o objetivo de reduzir a corrupção.
Embora tenha sido responsável por mudanças positivas para a Administração Pública brasileira, o modelo de Administração Pública Burocrática trouxe consigo algumas disfunções, a exemplo de:
preocupação excessiva com o resultado, deixando as regras procedimentais em segundo plano;
perda de controle sobre a comunicação e do controle decisório, em função da autoridade horizontal;
dificuldade de respostas às mudanças do meio externo, dando prioridade às questões internas do sistema;
baixa profissionalização, decorrente do favorecimento de promoção por antiguidade em detrimento do merecimento;
aumento das práticas clientelistas, resultante da restrição de tratamentos isonômicos apenas aos indivíduos pertencentes à estrutura pública ou política.