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Embora existam algumas práticas voltadas à atuação estratégica das organizações no que tange à aplicação da noção de competências, o caminho a percorrer ainda é longo, principalmente no setor público. Nesse segmento, em especial, a noção de competências apresenta uma concepção mais individual do que coletiva, com práticas isoladas dentro do sistema de gestão de pessoas. Contudo, talvez seja nesse segmento que as competências individuais e coletivas passem a ter um sentido estratégico para os gestores públicos.
TAMADA, R.C. P:; CUNHA, I. C.K. O. Gestão por competências na administração pública brasileira: uma revisão integrativa da literatura. Revista do Serviço Público, [S. 1.], v. 73,n. 3, p. 426-450, 2022.
Com base nas observações de Tamada e Cunha relacionadas à gestão por competências no setor público brasileiro, assinale a alternativa que apresenta os esforços mais adequados para a consolidação de uma política efetiva de gestão por competências nesse segmento.
Promover capacitações continuas que estejam alinhadas às necessidades institucionais, desenvolver avaliações de desempenho com foco no aprimoramento individual da produtividade, e definir conjuntos de competências que reflitam a complexidade das funções desempenhadas.
Fortalecer o papel estratégico da gestão de pessoas nas decisões organizacionais, alinhar o desenvolvimento de competências aos objetivos institucionais, e articular práticas de avaliação e reconhecimento que integrem dimensões individuais e coletivas do trabalho.
Valorizar as competências tácitas adquiridas na prática diária, incentivar o protagonismo do servidor no próprio desenvolvimento, e adaptar os programas de capacitação às especificidades dos contextos organizacionais e às mudanças nas demandas públicas.
Mapear não apenas as competências, técnicas por cargo, mas também as competências comportamentais requeridas, criar trilhas de desenvolvimento com base em padrões funcionais, e aplicar critérios objetivos e transparentes para progressão funcional na carreira.
Estabelecer diretrizes normativas claras para o desenvolvimento de competências em nível central, fortalecer os processos decisórios nos níveis superiores da administração e organizar programas de capacitação com base nas características operacionais de cada setor.