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Analistas e estatísticos de determinada Fundação Pública foram designados para atuarem, na linha de frente, na elaboração de um cadastro que definirá o acesso da população a um novo programa social. Durante a coleta de dados, os agentes públicos deparam-se com cidadãos vivenciando realidades complexas e multifacetadas. Para inserir os indivíduos no sistema, os analistas precisam processar essas histórias e encaixá-las nas caixas padronizadas do Estado.
Considerando a literatura sobre o trabalho dos burocratas de nível de rua, é possível afirmar que a referida ação de transformar indivíduos complexos em categorias de políticas públicas refere-se CORRETAMENTE à:
Aplicação técnica e neutra das normas oficiais, garantindo a universalidade do acesso sem qualquer viés ou juízo de valor.
Formulação estrita da política pública, na qual o agente público elimina suas crenças pessoais para estruturar o cadastro de forma objetiva.
Tarefa de triagem não neutra, baseada no senso comum e em julgamentos que geram efeitos materiais de acesso e simbólicos.
Eliminação da discricionariedade, visto que o enquadramento no sistema extingue a margem de liberdade do agente público.