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Um levantamento identificou cerca de 150 mil episódios de violência contra pessoas em situação de rua entre 2014 e 2023. A pesquisa também apontou que parcela expressiva das vítimas não busca atendimento, em razão de medo, discriminação, desconfiança e barreiras de acesso. Para planejar políticas públicas e distribuir recursos, a utilização mais adequada dessas informações é:
Tratar os registros como estimativa mínima, combiná-los com busca ativa e outras fontes e considerar, na distribuição dos recursos, ocorrências observadas, barreiras de acesso e vulnerabilidades territoriais.
Corrigir a subnotificação mediante um fator nacional aplicado aos registros locais e utilizar os totais ajustados como base principal para dimensionar serviços e equipes.
Aperfeiçoar inicialmente a completude dos sistemas e ampliar as políticas estruturantes quando as séries alcançarem comparabilidade suficiente entre municípios e períodos.
Priorizar os territórios com maior número absoluto de notificações, pois esse indicador reúne ocorrência e capacidade institucional, ampliando a busca ativa após a expansão do atendimento.
Utilizar atendimentos de urgência como indicador sentinela e concentrar moradia, trabalho e educação nos territórios com maior reincidência entre as vítimas já identificadas.