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No contexto das transformações recentes da Administração Pública, um órgão estatal promoveu a revisão de seus processos internos, com vistas à redução de ineficiências operacionais. Como parte dessa iniciativa, foram incorporadas tecnologias digitais, definidos objetivos estratégicos com metas mensuráveis e instituídos indicadores de desempenho para acompanhamento contínuo dos resultados, sem afastar os mecanismos formais de controle e a observância da legalidade administrativa.
À luz dos paradigmas contemporâneos de gestão pública, assinale a alternativa correta:
Trata-se de intensificação do modelo burocrático clássico, caracterizado pela ampliação da formalização e do controle procedimental como forma de garantir eficiência.
Representa a substituição do planejamento estratégico por instrumentos operacionais de curto prazo, voltados à execução imediata das atividades.
Indica flexibilização incompatível com o princípio da legalidade, ao priorizar resultados em detrimento dos controles administrativos.
Refere-se a um processo de modernização da gestão pública, com incorporação de práticas gerenciais orientadas a resultados, eficiência e inovação, sem ruptura com os controles institucionais.
Caracteriza um modelo de gestão desvinculado do planejamento, centrado exclusivamente na mensuração de desempenho por indicadores.
É vasta em amplitude e profundidade a literatura sobre estratégia, com farta produção teórica e tecnológica. Ainda assim, há múltiplos significados atribuídos ao conceito de gestão estratégica, em especial no setor público. Gestão, em uma perspectiva bastante singela e processual, de inspiração predominantemente neoclássica, pode ser definida a partir do fluxo cíclico, virtuoso e recursivo das funções gerenciais de planejamento, organização, direção e controle; ou de forma ainda mais simples, como planejar, executar e avaliar (ou controlar). A estratégia é conteúdo que se materializa no planejamento estratégico. Tem-se, então, que o planejamento estratégico está mais intensamente associado a um dos elementos do processo de gestão – o planejamento. Portanto, produzir planejamentos estratégicos não é sinônimo de gestão estratégica. É requisito para a formulação da estratégia e, por conseguinte, de um planejamento estratégico, o que se denomina pensamento estratégico. Não há gestão estratégica, tampouco planejamento estratégico, sem que se instale e cultive entre os membros da organização um pensamento estratégico.
(BERGUE, Sandro Trescastro. Gestão estratégica de pessoas no Setor Público – Belo Horizonte: Fórum, 2020.)
Considerando o disposto no texto, pensar estrategicamente no contexto da Administração Pública implica conhecer algumas dimensões essenciais, dentre as quais se destacam as seguintes, EXCETO:
Assumir que a ação administrativa deve assentar-se na firme ciência dos propósitos pessoais e ser orientada pela sistemática reinterpretação das atribuições que lhes foram legalmente estabelecidas.
Noção de pensamento de topo, o que implica em um modelo de pensamento gerencial que, por ocasião da formulação dos objetivos institucionais, alcance o efetivo envolvimento da alta administração, para além da perspectiva individual ou setorial conformadora dos espaços de poder na organização.
Identificar e potencializar o que é essencial para a produção de valor público a ser emanado da organização, o que implica que seus membros compartilham uma aceitação acerca do que são os elementos ou processos essenciais para a geração daquilo que efetivamente caracteriza e legitima a organização como tal perante a sociedade.
Considerar o arranjo de pessoas e suas relações a partir de uma visão integral que assuma a organização como um sistema complexo e caótico, inserida em um contexto moldado por um conjunto de relações que transcendem os limites institucionais, estendendo-se para a interação com outros órgãos ou entidades que configuram a Administração Pública.
Abordando o tema Cultura nas Organizações Públicas, segundo Matias-Pereira (2014), apresentam-se as seguintes afirmativas:
I. As características existentes na cultura de organizações públicas, como apego às regras, excessiva valorização da hierarquia, centralização e corporativismo, tendem a se refletir na forma de atuar e de se comportar dos seus servidores.
II. As distorções culturais, peculiares a todas as organizações públicas, não representam obstáculos às mudanças e inserção de novas inovações tecnológicas, mas geram a descontinuidade administrativa e a desconfiança generalizada.
III. No setor público, o desafio que se coloca para a nova Administração Púb como transformar estruturas burocráticas, hierarquizadas e que tendem a um processo de insulamento em organizações flexíveis e empreendedoras.
Estão corretas as afirmativas
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
Dentre as atribuições previstas para o assistente em planejamento de serviço público, assinale a alternativa incorreta.
Acompanhar os instrumentos legais de planejamento.
Contribuir para a modernização e informatização dos sistemas de Planejamento.
Contribuir no processo de elaboração de planejamento.
Ser o profissional responsável pelo planejamento da empresa.