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No Brasil, em 2019, o Supremo Tribunal Superior passou a considerar crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero. Isto porque os atos perpetrados contra os segmentos LGBT, isto é, aqueles motivados pela orientação sexual do outro, passam pela violência psicológica – humilhações, chacotas e risadas em relação aos jeitos de andar, de falar ou de vestir –, pela violação dos direitos humanos fundamentais, como a liberdade de expressão e a não discriminação, e pela violência física, com ações como tortura, espancamento e até morte. Os movimentos sociais LGBT reivindicam a temática da diversidade sexual nas escolas com vistas a promover prioritariamente:
a imposição de identidades e normas de comportamentos sexuais contrárias à natureza, que é heterossexual
a ruptura com a visão teológica de sexo e sexualidade, visto que o estado é laico e somente deve fomentar discussões no âmbito da sexualidade humana a partir da ciência biológica
a ruptura com a visão essencialista do sexo, com a norma heterossexual e falocêntrica, pela afirmação da diversidade de identidades e orientações sexuais e a reivindicação do direito à diferença
o controle do desenvolvimento natural das crianças e adolescentes, interferindo nas suas concepções de sexo e sexualidade