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Em 2013, a cidade de São Paulo sediou a exposição itinerante “Grandes mestres da arte popular ibero-americana”, com peças variadas em termos de técnicas, cores, formas e matérias-primas, com forte impacto visual. Nos textos de apoio da exposição, o discurso oscilava entre chamar essas peças de artesanato e de arte popular. Consequentemente, seus criadores, oriundos de camadas populares urbanas, zonas rurais ou comunidades indígenas, eram ora designados mestres da arte popular, ora artesãos. Essa situação reflete
o processo de internacionalização do sistema das artes, no qual as criações populares e indígenas ocupam o primeiro plano.
uma tensão classificatória que pode ser observada em outras mostras e publicações, revelando disputas simbólicas estruturais e estruturantes do campo da arte.
a retirada de circulação no sistema das artes das formas expressivas dos povos indígenas.
o recente reconhecimento das artes indígenas como patrimônio cultural, garantindo a sua ampla circulação no sistema das artes.
o reconhecimento da atividade profissional dos mestres de ofícios por meio do título de “notório saber”, tornando-os amplamente aceitos no sistema das artes.