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Toda etnografia busca um retrato de tudo que está em questão nos detalhes da vida das pessoas. As abordagens usuais à educação – psicologia, economia, sociologia, até mesmo a história – oferecem recortes importantes, mas os antropólogos buscam o plano completo de lutas que tornam cada momento significativo, potencialmente traiçoeiro e, provavelmente, político.
(McDermott e Raley 2011, p. 34.)
Fazer um parâmetro entre a cultura e a educação pode parecer redundância, mas não é. Embora mantenham relações intrínsecas, não são a mesma coisa. Sobre cultura e educação e seus estudos e pesquisas, podemos afirmar que:
Decididamente, a cultura é algo que as pessoas fazem, não algo que possuem, ou seja, não pode ser sistematizada como no caso da educação.
Ao procurar a generalização estatística da pesquisa quantitativa, os estudos antropológicos geram teorias sociais que, por sua vez, geram padrões educacionais.
O relativismo cultural é, de certa forma, ameaçado pela educação que é, na verdade, um esforço para compreender uma cultura ou um grupo em termos dominantes.
De acordo com os pesquisadores desses âmbitos, sua responsabilidade é observar e registrar e, em hipótese alguma, modificar ou tentar melhorar as circunstâncias.
A antropologia da educação está enraizada em compromissos para com o conceito de cultura, o relativismo cultural, a comparação transcultural e a teoria social, dentre outros.