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No trecho a seguir, a autora levanta a questão da unidade e da diversidade na atividade da militância negra.
Só que nesse movimento, cuja especificidade é o significante negro, existem divergências, mais ou menos fundas, quanto ao modo de articulação dessa especificidade. Deve o negro assimilar tudo que é eurobranco? Ou só transar o que é afronegro? Ou somas os dois? (...) Os diferentes tipos de resposta a essas questões, e a muitas outras, acabam por remeter a gente a falar de movimentos negros... no Movimento Negro.
GONZÁLEZ, Lélia. Movimento ou movimentos negros? In: Lugar de negro. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1982.
Assinale a opção que descreve corretamente a posição exposta no trecho acima.
A autêntica militância recusa as perspectivas exclusivistas, favorecendo uma articulação culturalmente aberta.
A diversidade interna do movimento negro é reflexo direto dos processos históricos de mestiçagem no Brasil.
Os impasses conceituais dentro do movimento negro configuram obstáculos estruturais à sua atuação.
A noção de um movimento negro singular é uma construção retórica, sem esteio na sua pluralidade real.
A unidade do movimento negro se configura na própria tensão da pluralidade, e não na uniformidade ideológica.