No mundo moderno, como regra, todas as pessoas têm e
devem ter uma nacionalidade. Esta constatação universal
confronta-se, por sua vez, com a particularidade inexorável
das manifestações concretas de cada nacionalidade. No
clássico estudo sobre a origem e difusão do nacionalismo,
Benedict Anderson (1983) analisa esta questão. Dedica
especial interesse também ao fato de, durante os últimos
séculos, tantos milhões de pessoas matem e, sobretudo,
estejam dispostas a morrer em nome de sua nação. A
explicação de Anderson para este fato reside no conceito de
nação que ele mesmo propõe. Para este autor, a nação pode
ser definida como:
A
uma comunidade cujos membros estão unidos por uma
ideologia baseadaemvalores comuns.
B
uma comunidade imaginada em torno a fronteiras
geográficas, culturais, idiomáticas e políticas, definidas
emoposição a outras comunidades.
C
uma comunidade política imaginada em torno a valores
comuns impostos pela autoridade soberana de um
estado.
D
uma comunidade política imaginada como limitada e
soberana, baseada em um sentimento de fraternidade
entre seus membros.
E
uma comunidade política imaginada como limitada e
soberana, baseada na igualdade e na homogeneidade de
interesses e valores entre seus membros.