Na contemporaneidade, o patrimônio cultural preservado
em museus é difundido em redes comunicativas que
abrangem sociedades nacionais e indígenas. Os Ticuna,
povo estudado por Priscila Faulhaber, realizava atividades no
Museu Maguita, em Benjamin Constant (AM), que podem ser
caracterizadas como cerimoniais interétnicos, dos quais
participam antropólogos, linguistas, agentes indigenistas,
entre outros atores. Segundo a antropóloga, uma vez que
entre os Ticuna não se observa continuidade entre vivos e
mortos, os artefatos e indumentárias existentes nos museus
são associados a seres invisíveis que mediam as relações
entre o povo e o meio ambiente. Com essa forma particular de
se relacionar com tais materiais, os representantes daquele
povo:
A
reapropriam-se dos símbolos culturais de seus artefatos
guardados no museu, estabelecendo usos diferenciados
daqueles concebidos nos contextos culturais
propriamente indígenas.
B
também utilizam tais materiais como instrumentos de
comunicação dos Ticuna com outros povos, não se
caracterizando mais como canais de interlocução apenas
entre eles.
C
propriamente indígenas.
B) também utilizam tais materiais como instrumentos de
comunicação dos Ticuna com outros povos, não se
caracterizando mais como canais de interlocução apenas
entre eles.
D
solucionam a difícil tradução dos conteúdos
significativos, originados com tais interlocuções, uma vez
que os símbolos passam a ser concebidos como
inerentes a uma cosmologia comum.
E
passam a ter no museu um novo espaço de congregação
entre as novas e velhas geraçõesTicuna.