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Para José Reginaldo Gonçalves, a busca da autenticidade que marcava a ideia de patrimôn...

Para José Reginaldo Gonçalves, a busca da autenticidade que marcava a ideia de patrimônio, esteve durante muito tempo em oposição à ideia de mercado, visto que ao identificar um bem como patrimônio, supostamente era possível protegê-lo contra os efeitos mercadológicos. Esta perspectiva vem sendo modificada, dentre outras razões:

A
porque o Estado não é mais o único provedor de recursos para as políticas de preservação, hoje financiadas também por recursos privados e pela inserção de outros atores sociais.

B
porque os recursos para a aplicação de políticas relativas ao patrimônio são exclusivamente providos por entidades privadas, em virtude de uma nova forma de gestão que retira do Estado o poder de classificação do que é ou não patrimônio, dando lugar à sociedade civil.

C
porque patrimônio e turismo estão intimamente ligados e, em virtude desta relação, optou-se por investimentos privados de empresas que se comprometam com a preservação dos bens nacionais, excluindo o financiamento estatal.

D
porque se aceitou uma perspectiva antropológica na elaboração e efetivação de políticas públicas, recusando a relação entre patrimônio e nação, dando lugar a novos atores sociais e a competitividade, típica de sociedades capitalistas.

E
porque em uma sociedade capitalista não há mais lugar para restrições ao mercado.