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A ideia de uma história profunda dos povos ameríndios coloca em pauta a divisão tradicional na Arqueologia brasileira entre “arqueologia histórica” e “arqueologia pré-histórica”.
Assinale a afirmativa CORRETA sobre as críticas a essa divisão.
A opção por aplicar a contextos pré-coloniais a noção de “pré-história” foi ponderadamente realizada pelas(os) arqueólogas(os) brasileiras(os) em função da necessidade de se fazer uso de recursos teóricos e metodológicos que foram criados para lidar com os contextos europeus, para os quais a noção de “pré-história” era uma categoria imprescindível.
O uso da categoria “pré-história” para nos referirmos aos contextos arqueológicos anteriores à invasão colonial europeia nos permite uma conexão com processos de povoamento e constituição de populações em outros continentes, o que assegura maior riqueza de possibilidades teóricometodológicas para a arqueologia produzida no Brasil.
O uso da categoria “pré-história” para contextos arqueológicos brasileiros promove uma ruptura entre as sociedades indígenas atuais ou sub-atuais e seus ancestrais recentes e antigos, o que tem implicações políticas concretas, em relação aos direitos indígenas sobre territórios e à própria constituição do que entendemos como sociedade brasileira.
Na arqueologia brasileira, o uso da ideia de “pré-história”, para se referir aos contextos arqueológicos anteriores à invasão colonial europeia, é unicamente um recurso heurístico, funcional para distinguilos dos contextos mais recentes, e opera sem implicações concretas para o entendimento dos povos indígenas atuais.