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A crise de habitação que atingiu os não-proprietários nas principais cidades brasileiras a partir da década de 1940 foi consequência de profunda mudança no mercado de provisão habitacional. Embora influenciados pela conjuntura econômica da Segunda Guerra, essa mudança foi estrutural e era parte dos novos rumos tomados pela economia e pela sociedade brasileiras (BONDUKI, 2004). Considerando a reflexão trazida pelo autor podemos afirmar que:
A crise habitacional deu-se em consequência do êxodo da população rural para os centros urbanos, criando um inchaço populacional nas áreas mais afastadas.
A crise habitacional deu-se em função do intenso crescimento da população nas grandes cidades, que triplicou entre os anos de 1940 e 1950.
A crise habitacional foi consequência de modificações estruturais no sistema produtivo, social, econômico e político, inserida no processo de produção rural-urbano.
A crise habitacional foi consequência de modificações estruturais no sistema produtivo e nas formas de provisão de moradia, e enquadrava-se no início do processo de predominância da estrutura produtiva de base urbano-industrial.