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A relação entre patrimônio e paisagem é discutida por diferentes disciplinas, como a Geografia e a Arquitetura, ambas com larga tradição em estudos sobre o assunto.
A adoção do conceito de paisagem como patrimônio cultural no Brasil, consolidou-se depois
da criação da categoria de paisagem cultural pela UNESCO.
da introdução dos aspectos simbólicos da paisagem do movimento humanista na Geografia.
das teorias de Carl Sauer sobre o método morfológico de análise da paisagem.
das formulações da Nova Geografia Cultural.
das ideias expressas no anteprojeto de Mario de Andrade, que resultaram na criação do Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico.
A domesticação da composição vegetal em civilizações antigas permitiu que as necessidades estéticas e os simbolismos religiosos, que surgiram além das necessidades de sobrevivência, determinassem as fronteiras espaciais da urbanidade, revelando a rica diversidade cultural dos povos.
Certo
Errado
Assinale a opção que apresenta a peculiaridade dos projetos elaborados por Roberto Burle Marx, que teve papel relevante na construção da arquitetura paisagística nacional.
Incorporação total da velha ordem do ecletismo.
Intercalação equilibrada entre vegetações de origem europeia e da flora nativa.
Liberdade de trabalho na composição dos espaços, ora orgânicos ora geometrizados.
Distribuição fluida dos passeios pavimentados sem direcionamento do caminhante.
Exclusão de elementos compostos por água para evitar a contaminação ambiental dos espaços.
O trecho a seguir apresenta uma caracterização dos pressupostos da ideia de documentação produzida no século XIX.
Entende-se que a constituição documental sobre a paisagem foi um movimento político movido pelo interesse de dominá-la (relação objetiva) e pelo sentimento de fascínio exercido pela ideia do belo e do sublime (relação subjetiva). Nesse sentido, o documento é o ponto de interconexão entre o objetivo e o subjetivo, cujas informações inserem na representação do espaço natural as mesmas características presentes na noção de patrimônio (histórico ou cultural).
KARPINSKI, C. Patrimônio natural, documentação e pesquisa. Transinformação, vol. 30, nº 3, 2018.
Com base no texto, assinale a afirmativa correta.
A documentação de paisagens foi uma prática de teor científico e orientada por critérios técnicos.
A dimensão política da documentação de paisagens teve a exploração econômica como sua finalidade.
A documentação de paisagens uniu a idealização da natureza e o ideário da soberania nacional.
A ideia de patrimônio foi pensada como restrita a monumentos e produtos da atividade humana.
A documentação de paisagens foi usada para promover a separação entre natureza e cultura.
A paisagem cultural corresponde ao conjunto espacial resultante de elementos materiais construídos associados a morfologias e dinâmicas naturais que se vinculam a conteúdos e significados socialmente construídos.
Certo
Errado
A configuração apresentada na imagem é marcada por um traçado geométrico rigoroso, com dois eixos principais ortogonais que se cruzam no centro, dividindo a área em quatro partes simétricas. Canais de água percorrem esses eixos, conectando-se a fontes ou espelhos d ’água, e a composição é envolta por muros ou limites definidos. Essa estrutura reflete uma concepção de espaço como representação do paraíso, comum em culturas que associam água e simetria à ordem cósmica.

(Fonte: https://scispace.com/pdf/jardins-do-ocidente-e-do-oriente-ordenamento-ou-recriacao-da-3wr696opk2.pdf)
Com base nessas características, o modelo de jardim representado é:
renascentista italiano
japonês
persa (chahar bagh)
inglês
barroco francês
A concepção de parques e(ou) jardins desenvolvidos pelo paisagista Burle Marx é mais bem caracterizada
pelo simulacro de jardim selvagem com caminhos simétricos e sinuosos, chafarizes, cascatas artificiais e canteiros conjugados, além do uso intensivo de vegetação nativa.
pela miniatura de mundo, com montanhas, lagos, planícies e florestas.
pela utilização de canteiros conjugados e simetrias com espelhos d’água, chafarizes e buxos esculpidos.
por jardins selvagens utilizando uma estética funcional com formas sinuosas, espaços contemplativos e vegetação nativa.
pelo simulacro de jardins selvagens com cascatas e grutas artificiais, caminhos sinuosos e mistura turbulenta de flores.
Com o objetivo de resgatar áreas verdes na cidade e melhorar a resiliência urbana frente aos eventos climáticos, o método Miyawaki tem sido desenvolvido e realizado em vários centros urbanos no mundo. No Brasil, essa metodologia foi adaptada pelo botânico e paisagista Ricardo Cardim, que realizou projetos na cidade de São Paulo. Esse método consiste em florestas
densamente plantadas (3-5 plantas por m²) em solos que foram submetidos a remediação intensiva. No ambiente urbano é possível realizar esse projeto em áreas de, no mínimo, 15 metros quadrados.
plantadas escassamente (1-3 plantas por m²) em solos que foram submetidos ao tratamento com calcário. No ambiente urbano é possível realizar esse projeto em áreas de, no mínimo, 100 metros quadrados.
diversamente plantadas (1-3 plantas por m²) em solos que foram submetidos a retirada de árvores remanescentes. No ambiente urbano é possível realizar esse projeto em áreas de, no mínimo, 500 metros quadrados.
plantadas simetricamente (3-5 plantas por m²) em solos que foram submetidos a remediação com fertilizantes. No ambiente urbano é possível realizar esse projeto em áreas de, no mínimo, 1000 metros quadrados.
A criação, no século XIX, do paisagismo utilitário, em substituição à jardinagem, deveu-se ao grande desenvolvimento industrial e à migração do campo para a cidade, que passaram a exigir espaços públicos verdes para o lazer das populações urbanas.
Certo
Errado
O projeto de paisagismo não se resume à escolha da vegetação. Contudo, a escolha acertada da vegetação consiste em um passo importante para o sucesso de um projeto de paisagismo bem elaborado. Considerando-se os pontos importantes a serem levados em consideração no momento da seleção de espécies, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Porte da planta: a escolha de plantas jovens, de porte pequeno, muitas vezes facilita a adaptação da planta no local. Na grande maioria dos projetos paisagísticos, não se faz necessário saber o porte final que a planta irá atingir.
( ) Raízes: podem ser extremamente invasivas, derrubando muros, quebrando calçadas e prejudicando as edificações. Elas podem também atrapalhar o crescimento de outras espécies ao redor.
( ) Espécies invasoras: muitas espécies são consideradas invasoras, pois, se colocadas no jardim, vão se alastrando de tal forma que matam as outras.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.
Assinale a alternativa que apresenta o conceito de paisagem fundamental para o desenvolvimento de um projeto paisagístico que integra jardins, grandes áreas e arborização urbana.
Separação rígida entre espaços verdes e construções
Continuidade visual e física entre diferentes elementos paisagísticos
Uso exclusivo de espécies nativas para todas as áreas verdes
Implementação de mobiliário urbano padronizado sem variação
“A vegetação da caatinga é composta por plantas xerófitas. Isto porque ela é formada por espécies que acabaram desenvolvendo mecanismos para sobreviverem em um ambiente com poucas chuvas e baixa umidade. No bioma são comuns árvores baixas e arbustos. Espinhos estão presentes em muitas espécies vegetais. Nos cactos, por exemplo, eles são folhas que se modificaram ao longo da evolução, fazendo com que a perda de água pela transpiração seja menor”. Extraído de Moraes, 2021.
Com base no texto acima, é CORRETO afirmar que são vegetações representativas desse bioma:
Castanheira, Juazeiro e Umbuzeiro.
Araucária, Juazeiro e Umbuzeiro.
Araucária, Aroeira e Castanheira.
Araucária, Castanheira e Sumaúma.
Aroeira, Juazeiro e Umbuzeiro.

Fonte: NIEMEYER, C. A. da C. Paisagismo: métodos e técnicas de intervenção. 3 ed. Uberlândia/MG: EDUFU, 2019. p. 89. (adaptado pelo elaborador)
Com base na imagem acima que ilustra sistema de drenagem de jardineira, é CORRETO afirmar que as camadas 1, 2 e 3 são respectivamente:
substrato, manta permeável, proteção mecânica.
material drenante, manta permeável, substrato.
substrato, manta permeável, material drenante.
material drenante, substrato, proteção mecânica.
material drenante, manta permeável, proteção mecânica.
O estilo de paisagismo que foi desenvolvido no Brasil, no século XIX, e se caracteriza por espaços criados para a contemplação, compostos por elementos bucólicos e românticos, buscando recriar os jardins dos palácios reais europeus, é denominado
Eclético.
Moderno.
Clássico.
Contemporâneo.
“Roberto Burle Marx (1909-1994) é um dos principais paisagistas do Século XX, reconhecido nacional e internacionalmente”. (Fonte: ARTISTA e paisagista. In: Burle Marx. [S.l.], [S.d.]. Disponível em: https://sitioburlemarx.org/artista-e-paisa-gista/. Acesso em: 27 dez. 2022).
Sobre a obra de Burle Marx, assinale (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) O trabalho de Burle Marx teve influência dos princípios formais da abstração pictórica e de valores defendidos pelas vanguardas europeias dos anos 1920.
( ) O conhecimento sistemático e abrangente da flora brasileira e das especificidades ecológicas e compreensão da realidade natural do local são preceitos notáveis ao longo do desenvolvimento da obra de Burle Marx.
( ) Observam-se na obra de Burle Marx dois momentos articulados: uma visão ecológica inicial, que vai cedendo, aos poucos, espaço para preocupações formais trazidas em um discurso plástico.
( ) Ao longo de sua extensa vida profissional, Roberto Burle Marx percorreu caminhos variados, fez experiências diversas, dentre as quais pode ser identificado o princípio do nacionalismo esquemático.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
V, F, V, F.
V, V, F, F.
V, V, F, V.
V, V, V, F.
Considerado patrimônio cultural de Belo Horizonte, uma das obras de caráter mais expressivos da cidade é o Parque Municipal das Mangabeiras. Localizado ao pé da Serra do Curral e com projeto paisagístico assinado por Roberto Burle Marx, é a maior área verde da cidade com 2,4 milhões de m² de matas nativas.

(Portal Belo horizonte.)

(ICB – Instituto de Ciências Biológicas. Universidade Federal de Minas Gerais.)
Considerando o estilo paisagístico de Roberto Burle Marx, bem como clima, fauna e morfologia do Parque das Mangabeiras, analise as afirmativas a seguir.
I. O uso de vegetação nativa é um dos princípios deste projeto. Um dos biomas utilizados no parque é o Cerrado, sendo representado por árvores como barbatimão; candeia; caviúna; guabiroba; murici; e, pau-santo.
II. O estilo francês é o adotado pelo paisagista para elaboração de suas obras, uma vez que as características deste estilo procuravam imitar a natureza em seu traçado livre e sinuoso e a água presente se encontrava disposta em lagos ou riachos.
III. Conhecido como paisagista das elites, Roberto Burle Marx também foi responsável pelos seguintes projetos na capital mineira: jardim na Ilha dos Amores, jardins do Iate Clube e paisagismo do Golf Club, atual Sede da Fundação Zoobotânica.
IV. O uso da cor, da vegetação e dos pisos, tirando partido do mosaico português, e o caráter, ora orgânico, ora geométrico, de suas águas, sempre fizeram parte da obra de Roberto Burle Marx, como pode ser visto também no parque.
V. O parque, concebido dentro dos padrões pelos quais foram projetados os parques europeus, está estruturado por caminhos suavemente curvilíneos que levam a um espaço central, e cortado por águas serpenteantes emolduradas por extensos gramados e grandes maciços arbóreos.
VI. O uso de vegetação nativa é um dos princípios deste projeto. Um dos biomas utilizados no parque é a Mata Atlântica, sendo representada por árvores como copaíba; jacarandá; jequitibá; pau-jacaré; e, quaresmeira.
Está correto o que se afirma apenas em
II e III.
I, III, IV e VI.
II, IV, V e VI.
I, II, III, IV e V.
Entende-se que a obra de Roberto Burle Marx é referência para, a partir dela, situar outras obras, de outros paisagistas, inclusive abordando projetos situados fora do eixo Rio – São Paulo, que predominaram em outros trabalhos sobre a arquitetura paisagística brasileira até então.
Esta atuação, tornou-se mais evidente com os desdobramentos da Semana de 22, desembocando na formação da corrente modernista brasileira, para então entrar na atuação de Burle Marx. Em Recife (1934 – 1937), Burle Marx pode materializar sua visão inovadora de paisagismo, utilizando espécies nativas brasileiras, até então vistas como “mato”, dispostas sobre um novo desenho, resultado da visão artística que consolidava o surgimento do jardim moderno brasileiro, onde desenho e vegetação tinham a mesma importante dimensão. A partir disso, nosso paisagismo deixar para trás as influências europeias, adquirindo personalidade própria.
Aponte nas opções abaixo as importantes obras de Burle Marx em Recife:
o jardim terraço do hoje Palácio Gustavo Capanema.
jardins como os do conjunto da Pampulha e do Cassino de Araxá.
jardins das residências Odete Monteiro e Edmundo Cavanellas.
sítio Santo Antônio da Bica.
praças Casa Forte, Euclides da Cunha, do Derby e Salgado Filho e o jardim do Palácio das Princesas.
Na arquitetura paisagística brasileira são identificadas diferentes linhas projetuais.
Assinale a opção que indica uma característica básica da linha projetual moderna
Introdução de elementos decorativos pitorescos.
Viés ecológico.
Emprego de antigos ícones do passado.
Uso intenso de vegetação tropical nativa.
Recriação de jardins palaciais.
Projetado em 1880 por Auguste François Marie Glaziou e situada no centro de Nova Friburgo, a Praça Princesa Izabel, atual Praça Getúlio Vargas, foi o primeiro espaço público da cidade que revela a inserção de um jardim organizado. Em 1972, o conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça Getúlio Vargas foi tombado pelo Iphan.

Em termos de estilos paisagísticos e suas características, é possível verificar que este jardim pertence ao estilo:
Francês, pela simetria das linhas, monumentalidade dos espaços e distribuição dos maciços arbóreos e arbustivos.
De jardim tropical, que se apropria da vegetação nativa, para criar uma composição informal semelhante a um ambiente natural.
Inglês, pelo uso dos elementos românticos adotados no paisagismo, este estilo não se atém à formalidade na disposição dos elementos.
De jardim sensorial, sua composição inclui variadas texturas, cores e cheiros, se organizando como um percurso de surpresas e sensações.
A importância de se conhecer a história do paisagismo é a influência que até hoje ele exerce sobre os estilos paisagísticos. Em relação ao Estilo Árabe ou Mouresco, assinale a alternativa correta.
As residências possuíam jardins internos que eram utilizados para a realização de festas, possuindo estátuas, mesas de mármore, pérgolas, espelhos d’água, vasos e floreiras. Entre as espécies utilizadas, destacam-se os ciprestes, os álamos, videira, hera, macieira, rosas e as flores anuais.
São jardins da sensibilidade, explorando os elementos: água, cor e perfume. As cores também eram valorizadas através dos pisos e paredes com placas de cerâmica. Utilizavam plantas com perfume como jasmins, cravos, jacintos, alfazemas, rosas e espécies trepadeiras junto às colunas.
Apresentam um eixo central que se eleva para o horizonte, valorizando a perspectiva e a sensação de grandiosidade, destacando o domínio do homem sobre a natureza. O jardim é limitado por bosques nos arredores.
Buscavam explorar diferentes impressões visuais como reflexos luminosos, textura, além da sonoridade do movimento das plantas. Também utilizavam alegorias mitológicas e literárias. As principais características desse estilo são os amplos gramados, e a exploração dos elementos surpresa, variedade, simulação e sequências de perspectivas.
Exploravam o sentido religioso e simbólico de muitas plantas como o papiro, lótus, tamareira, videira, romã, figueira e cipreste.