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O conceito de "informação arquivística" (ou "informação orgânica") é amplamente utilizado na Arquivologia, mas também tem sido alvo de críticas quanto à sua precisão conceitual. No entanto, autores como Thomassen (2006) defendem sua validade ao enfatizarem a natureza contextual dessa informação. Segundo essa perspectiva, a informação arquivística distingue-se por estar vinculada às funções, atividades e tarefas institucionais, sendo estruturada conforme processos de trabalho que permitem sua compreensão, interpretação e recuperação em diferentes tempos e lugares. Com base nesse entendimento, qual é a principal característica contextual que justifica a qualificação da informação como "orgânica" e/ou "arquivística", conforme defendido por Thomassen (2006)?
Trata-se de informação que possui apenas valor histórico, sendo preservada para fins de memória institucional.
É uma informação acumulada espontaneamente e desprovida de relação com funções ou atividades específicas.
É uma informação produzida ou recebida no contexto de processos de trabalho, estruturada de acordo com esses processos, permitindo sua recuperação e interpretação contextual mesmo em outro momento ou lugar.
Refere-se à informação que, por sua raridade ou exclusividade, deve ser mantida em sigilo permanente pelos órgãos públicos.
Trata-se de informação digital que depende de sistemas eletrônicos para ser considerada autêntica, acessível e orgânica.