Leia e analise o trecho abaixo, retirado da obra “Arquivos Permanentes” (2004) de Heloisa Bellotto:
“A descrição é uma tarefa típica dos arquivos permanentes. Ela não cabe nos arquivos correntes, onde seu correspondente é o estabelecimento dos códigos do plano de classificação – que acabam por servir de referência para a recuperação da informação –, assim como de outras categorias de controle de vocabulário e indexação que se usem para o mesmo fim. Tampouco a descrição faz sentido no âmbito dos arquivos intermediários, onde a frequência de utilização secundária é quase nula.”
A afirmativa que está de acordo com o posicionamento da autora é:
A chamada Lei da Informação tornou possível a utilização secundária dos arquivos correntes e intermediários e deslocou o início da política de descrição para o momento de criação do documento.
A descrição é uma função permanente dos arquivos de custódia e, por ser uma atividade própria dessa fase, deve ser realizada por arquivistas especializados.
O posicionamento da autora acerca do significado da descrição documental e de sua aplicação nas fases corrente, intermediária e permanente está em sintonia com a ISAD (G) - Norma geral internacional de descrição arquivística.
Quando há harmonia entre a fase intermediária e permanente, ocorre um perfeito encaixe dos documentos em seus respectivos fundos e todos os elementos de descrição estarão dados nos instrumentos de gestão.