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Em Entre o Mediterrâneo e o Atlântico, Maria Lucia Pupo aponta propostas para a abordagem da relação entre o jogo, a improvisação e o texto de ordem narrativa. Estas propostas partem da discussão sobre o papel do texto não dramático e a estética dos fragmentos no teatro contemporâneo, buscando integrar os princípios de jogo com o texto. O contato com o texto como objeto de jogo pode se dar por meio de Jogos de Apropriação, uma forma de apropriação lúdica de diferentes passagens da história. Para Maria Lúcia Pupo, os jogos de apropriação do texto têm como finalidade
que o aluno se impregne sensorialmente do texto por meio da exploração de sua materialidade, antes de passar para a improvisação teatral, o que permite a descoberta de conotações inesperadas.
revelar ao aluno, de forma lúdica, as intenções, sentidos e significados do texto, eliminando a etapa de leitura de mesa e passando diretamente para a improvisação teatral.
estimular o aluno a dizer o texto, explorando a sua sensibilidade e a memória afetiva para a interpretação teatral.
que o aluno memorize o texto em decorrência das repetições.
que o aluno possa treinar a sua ação vocal por meio da materialidade das palavras, o que permite coletar material para a improvisação teatral.