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A partir da década de 1960, os pensadores de teatro começaram a dirigir um olhar pedagógico sobre suas encenações, passando a considerar, dentro do processo criativo, uma investigação sobre corpo e voz do ator e suas relações com o espaço e o ritmo da cena. A relação entre prática e ensino de teatro se transforma, gerando metodologias que se acomodam a esse novo olhar, caracterizado por:
levar para o centro do processo criativo o jogo entre os alunos-atores
produzir construções cênicas a partir de estudos teórico-práticos nos laboratórios teatrais
reconhecer o papel do diretor teatral não somente como criador do espetáculo, mas como um pedagogo e orientador das pulsões criativas dos atores
orientar um processo poético no qual se constitua um modo específico de fazer que atenda, antes, ao anseio da compreensão do fenômeno teatral do que ao acúmulo de técnicas