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De acordo com Cortella (2016), umas das questões cruciais para as práticas pedagógicas é a concepção sobre o conhecimento dentro da sala de aula. Muitas vezes, o conhecimento é entendido como algo acabado, pronto, encerrado em si mesmo, sem conexão com a sua produção histórica. A postura do professor de dança na escola pode reforçar ou romper com esse paradigma. Acerca do entendimento sobre a produção do conhecimento nas aulas de dança, a proposta pedagógica que pode romper com esse modelo tradicional compreende que um(a) educador(a) deve:
problematizar o erro, visando evitá-lo nas aulas de dança, pois errar pode conferir dimensão técnica diferenciada, já que o erro não necessariamente é parte integrante do conhecer e do aprender
reforçar para os alunos, nas aulas de dança, principalmente a compreensão das condições culturais, sem ater-se às condições históricas e sociais de produção dos conhecimentos específicos
mostrar que o conhecimento, também em dança, é fruto da convenção, isto é, de acordos circunstanciais que não necessariamente representam a única possibilidade de interpretação da realidade
incentivar o pensamento crítico, mostrando formas herméticas de investigação do movimento, do corpo e da realidade, pois essas características portam certezas menos contundentes e permitem diversas interpretações