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“A rotina da escola pode transformar esse grande potencial...

“A rotina da escola pode transformar esse grande potencial de historicização da dança/mundo em mera repetição de atividades e exercícios de dança. Isso geralmente acontece quando a dança é entendida, por exemplo, como habilidade física ou, ainda, somente como aquisição de códigos (que vão do balé às danças brasileiras). A resposta pedagógica mais comum que se dá às propostas de aquisição de habilidades e códigos é o olhar somente para o passado – no qual se localizam as regras, os códigos a serem seguidos e repetidos acriticamente.”


Para Marques, quando a meta do ensino de dança é a aquisição de códigos,


A

é raro o enfoque que privilegia as danças de matriz cultural brasileira e possa criar conexões entre a cultura popular e a produção europeia ou norte americana, que criaram os códigos da dança ocidental.


B

é rara a preocupação em dialogar com os corpos presentes, desconstruindo verdades universais e/ou problematizando a história da dança incorporada nesses códigos para realização de projetos futuros.


C

é rara a proposta curricular que propicie ao aluno o contato com a dança, de maneira que perceba seu potencial profissional, canalizando as atividades relativas ao exercício corporal.


D

é raro o estudo teórico das danças históricas, presentes nas narrativas históricas, na literatura, nos depoimentos, que serviriam para fornecer uma dimensão dos problemas contemporâneos nas práticas do corpo, por comparação.


E

é rara a prática corporal dos códigos históricos, substituídos pelo contato mediado pelas leituras críticas e pela análise de registros escritos ou visuais.