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Nelson Leirner, Homenagem a Mondian III, 2010.


A citação esteve presente de diversos modos em minha obra. Javacheff Christo, em exposição-happening na FAU; Lucio Fontana e seu ataque à superfície da tela, no industrial “homenagem a Fontana”, série talvez mais reconhecida; Duchamp em inúmeros trabalhos; e, claro, as incontáveis recolocações de Da Vinci, que finalmente aproximam do sentido mais popular, proletário, de apropriação da arte, como objeto de decoração que repõe nas cabeceiras das mesas populares a reverência a Cristo e aos Apóstolos ou ao congelamento de um fruteiro em uma natureza morta qualquer. E tudo isso ainda, por fim, embaralhando o gesso produzido em casas de artefatos religiosos ou decalques de Disney e santinhos ao conjunto da obra, o que, por fim, nos remete a uma incontável série de loops de citações sobre si mesmas, de obras que se autoexpõem (no sentido de que aplicam, mas expõem também um risco, o da autodepreciação calculada).


Nelson Leirner. Disponível em: https://dasartes.com.br/materias/nelson-leirner/


Considerando a obra e o texto apresentados, a citação na arte contemporânea se caracteriza por


A

reler trabalhos de outros(as) artistas transformando-os.


B

copiar o trabalho de outros(as) artistas com novas técnicas.


C

comparar obras de artistas de períodos diferentes.


D

desconstruir os trabalhos de um(a) artista e reconstruir.


E

referenciar obras de outros(as) artistas em uma nova criação.