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Através da arte, o homem encontra sentidos que não podem se dar de outra maneira senão por ela própria, ou seja, o sentimento e a emoção contidos nas artes permitem-nos dar/criar significados àquilo que vivemos sem intermediação da linguagem falada, ou das experiências refletidas. Sobre a dança na escola, é correto afirmar que:
existem múltiplas mensagens, porém sem interpretações ocultas, tantos nos repertórios (tradicionais ou não) de dança quanto na forma com que ensinamos corpos em salas de aula através de exercícios e sequências de movimentos.
ao pensarmos em uma educação crítica na área de dança, que nos permita ver/sentir/perceber claro, amplo e profundo, devemos deixar de analisar suas múltiplas relações com a sociedade em que vivemos.
uma visão histórica de que a dança não passa de "uns passinhos a mais ou a menos nas vidas das pessoas" deve ser incentivada, fazendo com que o papel social, cultural e político do corpo em nossa sociedade e, portanto, da dança, não seja ignorado.
analisando a dança na escola verificamos que ela está mais carregada da tradição da dança em si, que os ideais de corpos para aqueles que dançam (magreza, flexibilidade, juventude etc.) não estão presentes em nossa sociedade.
a pluralidade das conexões artístico-educativas possíveis em dança não seria viabilizada somente pelas estratégias e métodos escolhidos pelo artista-docente, mas, relacionados a eles, também implícitas na escolha dos conteúdos a serem trabalhados com os alunos(as).