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Às vésperas do século XXI, Arthur C. Danto e Hans Belting decretaram o fim da arte. Mas, o radicalismo daquele anúncio havia sido preparado: Gianni Vattimo profetizou o ocaso da arte no final da década de 1980, assim como Ferreira Gullar publicou críticas jornalísticas sobre o estado da arte, depois reunidas no livro Argumentação contra a morte da arte.
O debate contemporâneo acerca da morte da arte é corretamente condensado pela seguinte sentença:
A morte da arte ocorre quando se afirma que “qualquer coisa pode ser arte”, sendo o mesmo que afirmar que “tudo é arte”.
A morte da arte implica na incapacidade de estabelecer uma diferenciação de valor entre objeto artístico e objeto cotidiano.
A morte da arte denuncia o fim do pensamento metafísico na filosofia e na produção artística, pois desconsidera qualquer produção orientada por referências externas ao próprio processo.
A morte da arte se manifesta na impossibilidade contemporânea de fazer ou narrar arte, uma vez que os meios de reprodução em massa, inclusive digitais, descaracterizaram a autoria e a originalidade das obras.