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Descobertos novos sítios arqueológicos em Anajás (PA)
Ação conjunta do Iphan e Museu Goeldi catalogou peças de cerâmica marajoara expostas devido ao processo de erosão e seca no arquipélago Marajó.

Foto: Chayenne Furtado / Museu Goeldi
“Os novos achados são importantes para a arqueologia amazônica. Encontramos nesta breve visita um padrão de ocorrência de tesos (aterros construídos pelos povos do Marajó) que aparentemente se replica ao longo do Anajás e outras regiões a leste do Marajó. Talvez aqui estejamos no que foi o início da organização regional de uma sociedade com altíssimo conhecimento do ambiente, que criou e replicou sistemas de assentamentos altamente interconectados. Trata-se de um verdadeiro urbanismo amazônico muito antigo”, explica a pesquisadora do Museu Goeldi, Helena Lima.
(https://www.gov.br) Data do acesso: 15 de abril de 2024.
A região em que hoje está situado o município de Anajás, no Estado do Pará, já foi habitada por grupos cujas principais atividades eram a caça, a pesca e o cultivo da mandioca. A partir da cerâmica encontrada, pode-se concluir que:
Ao contrário do que se supõe com os achados recentes, as peças não possuíam qualquer valor para os antigos habitantes e por esta razão os objetos eram descartados às margens do Rio Anajás.
A arte na pré-história brasileira, sobretudo aquela encontrada recentemente no município de Anajás, era usada para manejo ecológico dos recursos naturais locais, além de ser útil em variadas funções domésticas.
Embora a região seja riquíssima de recursos naturais, não se pode inferir que as peças são um indicativo da complexidade social dos habitantes que viveram há cerca de 3.500 anos na região, pois não foram encontradas áreas residenciais no local.
O descarte das cerâmicas nas planícies alagadas da região chamada de “Marajó dos Campos”, consistia como um demarcador de terras, já que as tribos produziam suas artes com a estrita função bélica.
Os métodos usados pelos antigos habitantes para confeccionar as obras indicam a primeira fonte de contato entre o colonizador europeu com os povos nativos locais, já que não era uma peculiaridade daquela época a realização de refeições ou a coleta de recursos naturais, por meio de objetos cerâmicos.


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